Segundo o parlamentar, a liberação do recurso poderia ocorrer em um prazo curto, estimado em até 48 horas, desde que haja sinalização positiva por parte do Executivo estadual. A medida, de caráter emergencial, tem como objetivo garantir fôlego financeiro para um dos segmentos mais tradicionais da economia pernambucana, que enfrenta dificuldades provocadas pela queda acentuada nos preços da cana, já superior a 30%, conforme relatado por representantes da categoria.
A situação tem preocupado não apenas os produtores, mas toda a cadeia produtiva ligada ao setor, que inclui trabalhadores rurais, usinas e fornecedores independentes. Em diversas regiões da Zona da Mata, onde a atividade canavieira é predominante, o impacto econômico já começa a refletir na redução de renda e no risco de retração da atividade produtiva.
Além do crédito solicitado, Feitosa também propôs uma alternativa inspirada em políticas já adotadas pelo próprio Governo do Estado em outros segmentos. O deputado sugeriu a criação de um mecanismo de compensação financeira semelhante ao implementado no setor leiteiro por meio do programa “Leite de Todos”, instituído pela Lei nº 15.132/2013. Na prática, o modelo garante um complemento no valor pago ao produtor, funcionando como uma espécie de subsídio para equilibrar perdas de mercado.
Para o parlamentar, a adoção de uma política semelhante para o setor sucroalcooleiro poderia minimizar os prejuízos acumulados e evitar um colapso mais profundo da atividade. Ele questiona a ausência de medidas equivalentes para a cana-de-açúcar, destacando a relevância histórica e econômica do setor para Pernambuco.
O debate reacende a discussão sobre a necessidade de políticas públicas mais amplas e estruturadas para o agronegócio estadual, especialmente em momentos de crise. Enquanto o Governo ainda não se posicionou oficialmente sobre o pedido, a expectativa entre produtores é de que haja sensibilidade diante da gravidade do cenário.
Nos bastidores, lideranças do setor avaliam que, sem uma intervenção rápida, os efeitos da crise podem se prolongar, comprometendo não apenas a safra atual, mas também o planejamento das próximas temporadas. A mobilização política em torno do tema tende a ganhar força nos próximos dias, ampliando a pressão por soluções concretas e imediatas.
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