domingo, 5 de abril de 2026

FEDERAÇÃO PT, PCdoB E PV MONTA “TIME DE PESO” PARA ALEPE E MIRA AMPLIAR FORÇA POLÍTICA EM PERNAMBUCO

Com o encerramento da janela partidária e o tabuleiro eleitoral praticamente desenhado para 2026, a federação formada por PT, PCdoB e PV entra de vez no jogo com uma estratégia clara: apostar em nomes experientes, renovar com lideranças emergentes e ampliar sua presença na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O movimento revela não apenas uma composição eleitoral, mas um projeto político que busca dialogar com diferentes camadas da população, do campo às periferias urbanas.

No núcleo do Partido dos Trabalhadores (PT), a chapa ganha musculatura com figuras já consolidadas na política estadual. Entre elas, o ex-prefeito do Recife e atual deputado estadual João Paulo Lima, conhecido por sua trajetória ligada às pautas populares, e a deputada Dani Portela, que tem atuação destacada em defesa de direitos sociais, das mulheres e das minorias. A lista petista ainda incorpora nomes que representam diferentes frentes de atuação, como Doriel Barros, ligado à agricultura familiar, João da Costa, também ex-prefeito da capital, e Osmar Ricardo, além de quadros como Ivete Caetano, João Paulo Costa, Eugênia Lima, Breno e Professor Heleno, formando um grupo plural que tenta equilibrar experiência política e renovação.

Dentro da federação, o Partido Verde (PV) aposta em fortalecer sua presença especialmente no interior do estado. Nomes como Joaquim Lira, João de Nadeji, Moacir Bezerra Filho e Dr. Fernando surgem como peças-chave de uma estratégia que combina atuação regional com a defesa de pautas ambientais e de desenvolvimento sustentável. A sigla busca ampliar sua capilaridade e se posicionar como voz ativa em temas cada vez mais centrais no debate público.

Já o PCdoB entra na disputa com uma chapa mais enxuta, porém considerada estratégica. Os nomes de Vinícius Castelo e Cida Pedrosa carregam forte identidade com movimentos culturais e sociais, além de um histórico de defesa de direitos e políticas públicas inclusivas. A aposta é na consistência programática e na conexão com setores organizados da sociedade.

Nos bastidores, lideranças da federação avaliam que a composição reflete um esforço de unidade e alinhamento em torno de um projeto político comum, que tem como pano de fundo não apenas a disputa estadual, mas também a sustentação de um palanque competitivo para o campo progressista em Pernambuco. A expectativa é manter a atual bancada e, se possível, ampliar o número de cadeiras na Alepe, fortalecendo a capacidade de articulação no Legislativo.

Com nomes distribuídos entre diferentes regiões e segmentos, a federação entra na corrida eleitoral buscando equilibrar tradição e renovação. O desafio, agora, será transformar essa diversidade em votos nas urnas e consolidar o espaço político do bloco em um cenário que promete ser altamente competitivo.

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