O equipamento, cuja construção teve início em 2013, tornou-se símbolo de promessas não cumpridas após ser paralisado por mais de dez anos. Originalmente pensado para integrar o sistema de transporte rápido por ônibus (BRT), o elevado nunca chegou a operar plenamente, deixando uma estrutura ociosa e sem função clara para a população.
Agora, o cenário começa a mudar. O novo projeto não apenas retoma a proposta inicial, como amplia significativamente o alcance da obra. A futura estação contará com climatização, escadas rolantes, escadas fixas e elevadores, garantindo acessibilidade universal e mais conforto para os usuários do transporte público.
Mas a principal inovação está no redesenho do espaço urbano ao redor. Áreas antes abandonadas sob o viaduto serão transformadas em um parque urbano multifuncional, com cerca de 6 mil metros quadrados. O local deverá abrigar quadras poliesportivas, pista de skate, espaços de convivência, quiosques e áreas destinadas a eventos culturais e comunitários, criando um novo ponto de encontro para a população.
Durante a vistoria, Priscila Krause destacou o simbolismo da retomada. Segundo ela, a iniciativa representa não apenas a conclusão de uma obra inacabada, mas também uma mudança de postura na gestão pública. A vice-governadora ressaltou que o objetivo é dar utilidade real a uma estrutura que, por anos, gerou questionamentos sobre sua finalidade.
A intervenção também tem impacto direto na mobilidade urbana. A estação fica próxima ao Hospital Barão de Lucena, uma das principais unidades de saúde da região. Sem o ponto de parada, os ônibus do corredor expresso do BRT eram obrigados a percorrer mais de um quilômetro entre estações, dificultando o acesso de usuários.
De acordo com o secretário executivo de Desenvolvimento Urbano, Francisco Sena, a conclusão da estação permitirá restabelecer a lógica operacional do sistema, garantindo maior regularidade, eficiência e conforto no transporte coletivo.
O investimento total na obra é de R$ 17,36 milhões, com previsão de entrega para março de 2027. Mais do que finalizar uma construção antiga, o projeto busca ressignificar um espaço urbano, transformando um símbolo de abandono em um equipamento moderno, funcional e integrado à vida da cidade.
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