terça-feira, 21 de abril de 2026

VEREADORA CÉLIA GALINDO É ALVO DE ATAQUES NA CÂMARA DE ARCOVERDE E EPISÓDIO PROVOCA INDIGNAÇÃO

A sessão da Câmara Municipal de Arcoverde na noite desta segunda-feira terminou marcada por um episódio que ultrapassou o debate político e atingiu diretamente a vereadora Célia Galindo. Ausente do plenário, ela foi alvo de ataques pessoais durante a tribuna livre em um ambiente que rapidamente saiu do controle.

Com dez mandatos e uma trajetória consolidada na vida pública de Arcoverde, Célia Galindo construiu sua história com atuação contínua e presença política. O fato de ter sido atacada sem estar presente agravou a situação e gerou forte reação entre aliados e observadores. Sem a possibilidade de responder no momento, a vereadora teve sua imagem exposta de forma desigual dentro da própria Casa Legislativa.

As declarações partiram do advogado Eldy Magalhães, que deixou o campo técnico e fez ataques diretos à parlamentar. Entre as falas, afirmou que ela deveria lavar a boca. O conteúdo foi considerado desrespeitoso e incompatível com o ambiente institucional.

A condução da sessão também passou a ser questionada. O presidente da Câmara, Luciano Pacheco, não interrompeu o discurso no momento em que os ataques se tornaram evidentes. A falta de intervenção permitiu que o clima se agravasse e que o plenário fosse tomado por tensão. Relatos indicam ainda que um vereador tentou se manifestar em defesa de Célia Galindo, mas não teve espaço para isso.

Todo o episódio foi transmitido ao vivo pelo canal oficial da Câmara no YouTube, o que ampliou a repercussão e levou o caso rapidamente para o debate público.

O contexto da sessão também chama atenção. O tema em discussão já estava esvaziado porque o ex-vereador Claudelino Costa havia renunciado horas antes. Mesmo assim, a pauta foi mantida e acabou servindo de cenário para o confronto.

A sessão foi encerrada sem qualquer deliberação e muita confusão. O saldo foi de desgaste institucional e questionamentos sobre os limites da tribuna e o papel da presidência na condução dos trabalhos.

Para aliados da vereadora, o episódio representa um desrespeito não apenas a uma parlamentar com longa trajetória, mas também ao próprio funcionamento da Câmara. A avaliação é de que situações como essa fragilizam o ambiente democrático e exigem resposta para que não se repitam.

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