Primeira mulher eleita vereadora em Arcoverde e atualmente em seu décimo mandato, Célia transformou sua fala em um dos pontos mais marcantes da solenidade. Com autoridade de quem construiu uma história pioneira na política local, a parlamentar resgatou a memória de Ellen Suzany, vítima de feminicídio que dá nome ao centro, e reforçou a importância de que histórias como essa jamais sejam esquecidas. Em um discurso firme e sensível, destacou que o equipamento nasce não apenas como estrutura física, mas como símbolo de resistência, cuidado e compromisso com a vida das mulheres.
Ao enfatizar o peso do nome escolhido para o centro, Célia Galindo trouxe à tona a necessidade de transformar dor em política pública. Para ela, o CRM Ellen Suzany representa um espaço onde memória e ação caminham juntas, garantindo que outras mulheres encontrem acolhimento, proteção e caminhos para recomeçar. Sua fala reforçou a ideia de que o enfrentamento à violência de gênero exige não apenas investimentos, mas também sensibilidade e responsabilidade histórica.A vereadora também evidenciou a importância da articulação entre município e Estado para que iniciativas como essa saiam do papel e se concretizem. Ao reconhecer o papel da vice-governadora Priscila Krause e da governadora Raquel Lyra, Célia reforçou que a união institucional é fundamental para ampliar e fortalecer políticas públicas voltadas às mulheres, especialmente no interior do estado.
Com sua trajetória consolidada e sua atuação firme, Célia Galindo não apenas participou do ato, mas ajudou a dar o tom do que representa o CRM Ellen Suzany para Arcoverde: um espaço de acolhimento que carrega memória, justiça e, sobretudo, a continuidade de uma luta histórica que ela própria ajudou a construir ao longo de décadas na vida pública.
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