sábado, 2 de maio de 2026

CHUVAS DEIXAM RASTRO DE MORTE E DESTRUIÇÃO EM PERNAMBUCO E NÚMERO DE VÍTIMAS VOLTA A SUBIR

O avanço das fortes chuvas em Pernambuco voltou a expor, de forma dura, a vulnerabilidade de diversas áreas do estado. Neste sábado (2), o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco confirmou mais uma morte relacionada ao temporal que atingiu a Região Metropolitana do Recife e a Zona da Mata Norte. A vítima, um homem de 34 anos, foi encontrada sem vida no município de São Lourenço da Mata, após passar a noite desaparecida.

O corpo foi localizado na Rua Imaculada Conceição, no bairro Capibaribe, em um trecho conhecido como Córrego do Azedinho. Equipes de salvamento foram mobilizadas para a ocorrência, encerrando as buscas que haviam começado ainda na noite anterior. Após o resgate, o corpo foi encaminhado às autoridades competentes.

Com essa confirmação, o número de mortos em decorrência das chuvas chega a pelo menos seis. Antes disso, já haviam sido registradas três mortes no Recife e duas em Olinda, evidenciando a gravidade do cenário que se espalha pela região.

Além das perdas humanas, os dados atualizados da Defesa Civil de Pernambuco revelam um quadro social cada vez mais preocupante. Já são 1.605 pessoas desabrigadas — aquelas que perderam suas casas — e outras 1.089 desalojadas, que tiveram que deixar suas residências temporariamente.

Entre os municípios mais impactados está Goiana, que concentra o maior número de pessoas afetadas, seguido por Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes. Outras cidades como Timbaúba, Igarassu, Paulista, Camaragibe, Limoeiro e Glória do Goitá também registram ocorrências, ampliando o mapa da crise.

As equipes da Defesa Civil seguem atuando diretamente nas áreas mais atingidas, prestando suporte às prefeituras, realizando levantamentos de danos e coordenando ações emergenciais. O trabalho é contínuo e ocorre em um cenário ainda instável, com monitoramento permanente das condições climáticas.

A tragédia escancara não apenas os efeitos imediatos das chuvas, mas também a fragilidade de regiões inteiras diante de eventos climáticos extremos. Enquanto o estado tenta responder à emergência, famílias enfrentam perdas, incertezas e a dura tarefa de recomeçar em meio aos estragos deixados pela água.

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