A Colômbia vai às urnas neste domingo (31) para escolher o sucessor do presidente Gustavo Petro em uma eleição marcada pela violência e pela polarização política. Ao todo, 11 candidatos disputam o primeiro turno.
Petro está no poder desde 2022, e a Constituição colombiana não permite a reeleição presidencial. O partido dele, o Pacto Histórico, aparece entre os favoritos por causa de avanços sociais promovidos pelo governo, mas enfrenta desgaste por dificuldades no combate ao crime organizado.
Três candidatos aparecem como favoritos para a disputa presidencial: o esquerdista Iván Cepeda, apoiado por Petro; o ultradireitista Abelardo de la Espriella; e a senadora conservadora Paloma Valencia. Pesquisas indicam que nenhum deles deve ultrapassar os 50% dos votos necessários para vencer no primeiro turno. Com isso, há grande probabilidade de um segundo turno no dia 21 de junho.
Cepeda, que lidera as pesquisas, promete dar continuidade às políticas sociais do governo Petro. A gestão de esquerda recebeu a economia fragilizada pela pandemia, mas conseguiu aumentar o salário mínimo nominal em 75% e reduzir o desemprego.
As medidas, no entanto, ampliaram o déficit fiscal e levantaram preocupações sobre a capacidade do governo de financiar programas sociais. O Congresso chegou a barrar algumas propostas de Petro.
Mesmo assim, a economia não aparece entre as maiores preocupações dos eleitores. Pesquisa do instituto Invamer divulgada neste mês mostra que 40% da população aponta a segurança pública como principal problema do país. Desemprego e economia aparecem apenas em quarto lugar, com 11%. É nesse cenário que De la Espriella e Paloma Valencia ganharam força na disputa.
O combate ao crime dominou a campanha presidencial. Cepeda afirma ter experiência para lidar com o tema por ter participado das negociações de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), acordo assinado em 2016.
O acordo mediado com a ajuda de Cepeda em 2016 levou as Farc a aceitarem o desarmamento. Mesmo assim, grupos dissidentes continuam ativos e são apontados como responsáveis por parte da violência no país.
Cepeda quer voltar a apostar no diálogo para enfrentar o problema, mas opositores afirmam que isso não será suficiente. Políticos de direita dizem que a política de “paz total” fracassou e que organizações armadas aproveitam as negociações para se fortalecer.
O candidato ultradireitista De la Espriella, admirador das políticas adotadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, promete combater a criminalidade com uma ofensiva militar. Ele também defende a construção de 10 megaprisões.
A candidata conservadora Paloma Valencia também defende uma atuação mais dura contra grupos armados. Ela promete ações imediatas das Forças Armadas e da polícia para obter “resultados concretos” no combate à violência.
As informações são do g1
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