No centro dessa estratégia está o esforço para reorganizar o atendimento e corrigir distorções históricas. Um dos pontos mais destacados pelo ministro foi a devolução de mais de R$ 3 bilhões a beneficiários que sofreram descontos indevidos, uma medida que atingiu diretamente milhares de brasileiros e ajudou a recuperar a confiança no sistema.
Outro eixo importante da gestão foi a ampliação do acesso a serviços em regiões isoladas. O programa PrevBarco ganhou protagonismo ao levar atendimento previdenciário a áreas remotas do país, acumulando cerca de 115 mil atendimentos em comunidades onde o Estado tradicionalmente tem dificuldade de chegar. A iniciativa reforça uma mudança de lógica, em que o serviço público passa a ir até o cidadão, e não o contrário.
Os números gerais também chamam atenção. Ao longo desse primeiro ano, foram realizados aproximadamente 7,6 milhões de atendimentos, refletindo uma demanda reprimida e a necessidade de respostas mais ágeis por parte da estrutura previdenciária. Dentro desse conjunto, uma ação de forte impacto social foi a concessão de pensões vitalícias a quase duas mil famílias de crianças afetadas pela síndrome congênita do zika vírus, garantindo um amparo permanente a um grupo historicamente vulnerável.
No campo institucional, a gestão também buscou deixar sua marca. Entre as medidas sancionadas está a ampliação da licença-paternidade para 20 dias, com previsão de pagamento do salário-paternidade, um avanço que dialoga com políticas de fortalecimento familiar e responsabilidade compartilhada.
Para enfrentar um dos maiores gargalos do sistema, o tempo de espera para análise de benefícios, o ministério investiu na recomposição da equipe técnica, com a nomeação de 500 novos peritos médicos. A medida busca acelerar a fila de processos e dar mais celeridade ao atendimento, um dos compromissos mais cobrados pela população.
Mesmo diante dos avanços apresentados, o principal desafio permanece em aberto. A fila do INSS segue como símbolo das dificuldades estruturais da Previdência. O ministro, no entanto, mantém o discurso firme e direto ao reafirmar a meta de zerar a espera durante o atual governo.
O primeiro ano de gestão de Wolney Queiroz revela um cenário de avanços concretos, mas também de pressão constante por resultados. Entre promessas e entregas, o desempenho da Previdência continuará sendo um dos principais termômetros da relação entre governo e população nos próximos anos.
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