Durante entrevista à Rádio Folha, João Paulo afirmou que o número de mortes por desabamentos de morros nos últimos anos expõe falhas graves na política de prevenção. Segundo ele, 56 pessoas perderam a vida em áreas de risco ao longo do atual ciclo administrativo, um dado que, na sua avaliação, não pode ser tratado como algo inevitável diante da existência de recursos públicos disponíveis.
Ao abordar o perfil das vítimas, o ex-prefeito destacou a desigualdade social como elemento central da tragédia. Ele enfatizou que as mortes atingem majoritariamente populações pobres, negras e periféricas, reforçando a necessidade de políticas públicas estruturadas voltadas à proteção dessas comunidades.
As declarações também vieram acompanhadas de críticas ao ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos. João Paulo acusou o socialista de tentar capitalizar politicamente um momento de dor coletiva, transformando a crise provocada pelas chuvas em instrumento de disputa eleitoral.
Em contraponto, o petista resgatou sua própria experiência administrativa, afirmando que, mesmo com menos recursos à época, sua gestão priorizou ações preventivas em áreas de morro. Ele destacou a articulação entre secretarias e a parceria com universidades como estratégia para mapear riscos e reduzir a vulnerabilidade das comunidades.
A fala de João Paulo insere mais tensão no cenário político pernambucano, que já começa a ganhar contornos eleitorais antecipados. Em meio a uma crise real, marcada por perdas humanas e sociais, o debate sobre responsabilidade, prevenção e uso político de tragédias ganha força e promete continuar no centro das discussões nos próximos meses.
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