quarta-feira, 13 de maio de 2026

“O REI ESTÁ SÓ”: VEREADORES REAGEM A ESPETÁCULO POLÍTICO DE LUCIANO PACHECO E ESCANCARAM ISOLAMENTO NA CÂMARA DE ARCOVERDE

A ausência coletiva de vereadores na sessão da Câmara de Arcoverde não foi um simples gesto de insatisfação. Foi uma reação política calculada contra aquilo que parlamentares classificaram como uma tentativa explícita de transformar o Legislativo municipal em palco de promoção pessoal do presidente Luciano Pacheco. O movimento deixou evidente o grau de isolamento vivido pelo chefe da Casa James Pacheco e produziu uma das cenas mais simbólicas da atual crise política no município: um presidente praticamente sozinho diante do próprio plenário.

Nos bastidores, a avaliação entre os vereadores é de que Luciano Pacheco ultrapassou todos os limites institucionais ao montar uma estrutura jamais vista em sessões legislativas da cidade. A instalação de telão do lado externo da Câmara, a convocação de vereadores de outras cidades e a presença de presidentes de outras Casas Legislativas foram encaradas como parte de um roteiro montado para criar espetáculo político, tensão pública e vitimização calculada.

A reação dos parlamentares ausentes foi interpretada como um ato de resistência institucional diante do que consideram um processo contínuo de desgaste da imagem da Câmara. Para eles, participar da sessão seria legitimar um ambiente criado não para debater projetos ou defender interesses da população, mas para alimentar conflitos e ataques políticos.

A postura dos vereadores ganhou respaldo nos corredores políticos justamente porque a Câmara Municipal não pode ser reduzida a palco de vaidade pessoal. A função do Legislativo é discutir projetos, fiscalizar ações do Executivo e representar a população, não servir de cenário para performances políticas ou confrontos planejados.

O episódio também desmonta a narrativa de força construída por Luciano Pacheco nas últimas semanas. O que se viu foi exatamente o contrário: um presidente sem capacidade de unir a Casa, sem maioria consolidada e enfrentando rejeição crescente entre os próprios colegas parlamentares. O gesto coletivo de esvaziamento teve peso simbólico devastador.

Enquanto Luciano tentava transformar a sessão em ato político de exposição pública, vereadores preferiram preservar a instituição e não participar de um ambiente que, segundo relatos internos, já estava preparado para ataques direcionados aos próprios parlamentares. A ausência acabou sendo a resposta mais contundente possível.

Nos bastidores, vereadores afirmam que não aceitarão transformar o Legislativo em arena de perseguições, chantagens políticas ou espetáculos montados para alimentar narrativas pessoais. A leitura predominante é de que Luciano Pacheco perdeu a capacidade de conduzir a Câmara com equilíbrio e passou a apostar em confrontos públicos para tentar sobreviver politicamente.

A imagem deixada pela sessão foi forte: cadeiras vazias, clima de ruptura e um presidente cada vez mais isolado politicamente. Em Arcoverde, a frase ecoou de forma inevitável após o episódio: “o rei está só”.

Confira a nota divulgada pelos vereadores ausentes:

Nossa ausência na sessão da Câmara de Arcoverde ontem foi uma decisão tomada em comum entendimento entre os vereadores que compartilham dessa posição.

A Casa James Pacheco é do povo, não é palco para promoção pessoal de ninguém. A mobilização feita, com convite a vereadores de outras cidades, presidentes de outras Casas Legislativas e instalação de telão na parte externa da Câmara, algo que nunca ocorreu em nenhuma gestão, transformou uma sessão legislativa em um espetáculo político.

Não fomos eleitos para servir de entretenimento nem para participar de um ambiente criado para ataques e tensionamentos. A Câmara existe para discutir projetos, fiscalizar e tratar dos interesses da população de Arcoverde.

Também fomos informados de que a tribuna seria utilizada apenas para ataques à própria Casa e aos parlamentares.

Diante disso, entendemos que o mais coerente era não participar.

Seguiremos exercendo nosso papel com responsabilidade, respeito ao povo e compromisso com a seriedade do Legislativo.

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