A aprovação unânime do parecer prévio não deixou margem para dúvida nem espaço para discurso de perseguição. Foi uma decisão coletiva, construída e sustentada dentro da própria Casa Legislativa. O recado político foi claro: há entendimento consolidado de que existem elementos suficientes, sustentados por provas, para levar o caso até as últimas consequências.
A sessão foi convocada por ampla maioria dos parlamentares, com base na Lei Orgânica do Município e no Regimento Interno, e contou com a assinatura dos vereadores João Taxista, Sg. Brito, Célia Galindo, Luiza Margarida, Heriberto, Dr. Rodrigo Roa, Wellington Siqueira, Paulinho e João Marcos. A articulação expôs um bloco político organizado e disposto a avançar sem recuo.
O parecer que embasou a decisão foi elaborado pela comissão formada por João Marcos, que presidiu os trabalhos, Paulinho Galindo, como relator, e Célia Galindo como membro. O documento foi direto ao recomendar a admissibilidade da denúncia, transformando o que antes era acusação em processo formal com peso político e jurídico.
A denúncia partiu da cidadã Mércia Cavalcante de Lira Lumba, com representação do advogado Dr. Tércio Soares Belarmino. O conteúdo apresentado encontrou respaldo entre os vereadores ao apontar condutas que ferem o princípio da moralidade, elemento central que sustentou a decisão unânime.
Com a deliberação do plenário, foi instaurada a Comissão Processante, formada por Walmir Santos de Brito (Sgt. Brito), na presidência, João Marcos, como relator, e João Heriberto, como membro. Os três foram sorteados e terão a responsabilidade de conduzir o processo, reunir provas, ouvir testemunhas e elaborar o relatório final que será submetido ao plenário.
Mesmo afirmando que não pretende renunciar e que irá reagir, Luciano Pacheco entra na fase mais delicada de sua trajetória política recente cercado por um isolamento evidente. A unanimidade da votação não apenas fragiliza sua defesa política, como escancara a perda de sustentação dentro do próprio Legislativo.
Nos bastidores, não há mais espaço para versões amenizadas. A leitura é direta: o processo foi aberto com base concreta, sustentado por fundamentos legais, provas e apoio total da Câmara. A permanência de Luciano Pacheco no cargo, neste momento, depende de uma reviravolta que, diante do cenário consolidado, se mostra cada vez mais improvável
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