O episódio ocorreu no 7º andar do Hospital da Restauração após o rompimento de uma tubulação, provocando a queda de parte do forro da unidade. Equipes de manutenção foram acionadas imediatamente para realizar os reparos emergenciais e conter os danos. Apesar do susto, o incidente voltou a evidenciar os desafios enfrentados pelo hospital, que há décadas opera sob forte pressão devido à alta demanda de pacientes de todas as regiões do Estado.
Ao comentar o ocorrido, Raquel Lyra ressaltou que o HR passa pela maior intervenção estrutural de sua história recente. Segundo ela, o hospital ficou cerca de seis décadas sem receber uma reforma ampla e profunda. “Há 60 anos não se põe a mão lá para fazer uma reforma de verdade”, afirmou a governadora ao defender os investimentos realizados pela atual gestão estadual.
De acordo com Raquel, mais de R$ 130 milhões já estão sendo aplicados nas obras de recuperação e modernização do Hospital da Restauração. Entre os serviços executados estão melhorias na rede elétrica, sistema hidráulico, climatização, acessibilidade, substituição de elevadores, recuperação de enfermarias e adequações estruturais em diversos setores da unidade hospitalar.
A governadora também chamou atenção para a complexidade da obra, que ocorre sem interrupção do funcionamento do hospital. O desafio logístico, segundo ela, é um dos principais fatores que tornam a execução mais lenta. “No mesmo corredor que passa o carrinho de mão com cimento, é o corredor que corre o paciente na maca”, declarou, ao destacar que a assistência à população precisa continuar enquanto as intervenções acontecem simultaneamente.
Raquel Lyra ainda revelou que a estratégia do Governo do Estado para acelerar futuras etapas da reforma inclui a inauguração do Hospital de Paulista, equipamento que deverá ajudar a desafogar a demanda concentrada no HR. A expectativa é que, com a redistribuição dos atendimentos, seja possível avançar com mais rapidez nas obras internas do Hospital da Restauração.
Além das intervenções já em andamento, a gestão estadual também prevê a construção de um novo prédio com nove andares em frente ao HR, ampliando a capacidade de atendimento e modernizando a estrutura da principal unidade de emergência de Pernambuco. O projeto é visto pelo governo como parte de uma transformação mais ampla da rede pública estadual de saúde.
O desabamento do teto acabou gerando forte repercussão nas redes sociais e nos bastidores políticos, principalmente por envolver uma unidade símbolo da saúde pública pernambucana. O Hospital da Restauração atende diariamente centenas de pacientes em situação de urgência e emergência, sendo referência em trauma de alta complexidade. A fala da governadora buscou contextualizar o problema dentro de um cenário de recuperação estrutural de um equipamento historicamente marcado pelo desgaste físico e pela sobrecarga operacional.
Nenhum comentário:
Postar um comentário