terça-feira, 26 de maio de 2026

RAQUEL LYRA TEM CORINGA POLÍTICO E ANDRÉ TEIXEIRA GANHA PROTAGONISMO NA ELEIÇÃO

Depois de três anos e cinco meses no governo, Raquel Lyra mantém ao seu lado um auxiliar que vem se consolidando como peça estratégica: o ex-secretário de Infraestrutura André Teixeira. Conhecido pela experiência em obras e articulação regional, Teixeira tem ampliado sua presença em agendas oficiais e partidárias, gerando expectativas sobre seu papel na disputa eleitoral.

Teixeira começou a trabalhar com Raquel em Caruaru, quando ela era prefeita, e acompanhou a transição para o governo do estado. No início de abril ele deixou a secretaria sob o argumento de que iria coordenar a campanha, informação que depois se confirmou em conversas internas. Desde então, na condição de vice-presidente estadual do PSD, Teixeira passa praticamente todas as agendas com a governadora, tanto em Pernambuco quanto em compromissos fora do estado.

No partido, seu nome é tratado como uma carta versátil. A avaliação é que ele pode ser lançado como candidato a deputado estadual ou federal conforme a necessidade do PSD. A ideia casa com a promessa feita por Raquel ao presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, de trabalhar pela eleição de quatro deputados federais para fortalecer a bancada e ampliar a influência do grupo no Congresso.

Fontes dentro do PSD destacam que o perfil técnico de Teixeira ajuda a dar legitimidade a um discurso de gestão e entrega de resultados. Ao mesmo tempo, sua atuação como articulador facilita o contato com lideranças locais e potenciais aliados, o que é fundamental em um ano de escolhas e negociações regionais.

A aposta em um nome ligado ao governo tem vantagens e riscos. Por um lado, a presença de um articulador de confiança permite coordenar candidaturas e recursos com mais rapidez. Por outro lado, pode gerar desgaste se a população interpretar a movimentação como alinhamento excessivo entre máquina pública e eleições. A alternativa do PSD será equilibrar exposição e disciplina para evitar conflitos internos e críticas externas.

Nos próximos dias o partido deve definir com mais precisão se Teixeira será apenas coordenador nacional da campanha ou se ocupará também uma vaga na chapa. A decisão vai depender das sondagens eleitorais, das negociações com outras siglas e da avaliação sobre onde o nome pode trazer maior retorno político para Raquel Lyra e para o PSD.

A movimentação mostra que a governadora prefere contar com um homem de confiança para funções estratégicas, capaz de atuar em múltiplas frentes conforme o jogo político evoluir.

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