O encontro reuniu lideranças políticas e representantes do setor têxtil em torno de uma preocupação que vem crescendo entre empresários, comerciantes, feirantes e trabalhadores do Polo de Confecções, considerado um dos maiores motores econômicos do Nordeste. A discussão gira em torno dos efeitos que a medida poderá provocar sobre os custos de produção e, consequentemente, sobre a competitividade das confecções produzidas no Agreste pernambucano.
Durante a audiência, Fábio Aragão chamou atenção para o efeito em cadeia que a taxação pode provocar na economia regional. Segundo ele, o impacto não ficaria restrito às fábricas e empresas do setor, atingindo diretamente milhares de famílias que dependem da atividade para sobreviver. O ex-prefeito destacou que o Polo movimenta uma ampla rede econômica formada por costureiras, pequenos comerciantes, motoristas, feirantes, fornecedores de tecido e profissionais autônomos.
“Quando a cadeia enfraquece, o impacto chega na costureira, no feirante, no transporte e em quem vive desse trabalho”, afirmou Fábio, ao defender uma mobilização conjunta para evitar prejuízos ao setor. Ele também ressaltou a necessidade de garantir condições mais justas de competitividade para os produtores pernambucanos. “Seguimos unidos, junto da governadora Raquel Lyra, para garantir competitividade justa e proteger quem move nossa economia”, acrescentou.
A presença da governadora na articulação foi tratada por Fábio Aragão como um diferencial importante para o debate. Segundo ele, o fato de Raquel Lyra conhecer de perto a realidade econômica do Agreste fortalece a defesa dos interesses do Polo de Confecções. O ex-prefeito destacou que a gestora estadual compreende os desafios enfrentados pelos empreendedores da região e a importância social da atividade têxtil para milhares de famílias.
“A vantagem que temos é que nossa governadora conhece muito bem a nossa região, conhece seus dilemas e sabe muito bem o caminho que devemos percorrer”, declarou. Em tom de defesa do setor, ele reforçou que o objetivo do Polo é continuar produzindo e comercializando suas peças de forma competitiva e dentro da legalidade. “No final das contas, queremos apenas vender nossa confecção por um preço justo, de forma justa e correta”, pontuou.
A repercussão da reunião também ganhou destaque nas redes sociais. Em publicação no Instagram, a governadora Raquel Lyra respondeu publicamente às colocações de Fábio Aragão e reafirmou o compromisso do Governo de Pernambuco com o fortalecimento da cadeia têxtil do estado.
“Fábio, a cadeia têxtil do nosso estado é gigante e precisa de um planejamento prático e leis mais justas. Saiba que o nosso interior não vai ficar desamparado. Estamos unindo forças para garantir que o Polo continue competitivo, forte e gerando o sustento de quem mais precisa. Valeu pela parceria técnica e pela coragem de sempre. Vamos juntos!”, escreveu a governadora.
A movimentação em Brasília reforça o peso político e econômico do Polo de Confecções do Agreste no cenário estadual. Municípios como Santa Cruz do Capibaribe, Toritama e Caruaru dependem diretamente da força da indústria têxtil e do comércio de confecções, setores que geram milhares de empregos e movimentam bilhões de reais anualmente. Diante do debate sobre a taxação do poliéster, lideranças políticas e representantes do setor intensificam a articulação para evitar medidas que possam comprometer a competitividade de um dos principais pilares da economia pernambucana.
Nenhum comentário:
Postar um comentário