Segundo a parlamentar, a agenda foi mal construída e ignorou uma realidade política conhecida na Capital das Confecções: a forte presença do eleitorado conservador e bolsonarista. Para ela, a presença de Humberto Costa na sua chapa, que carrega elevada rejeição em setores da cidade, acabou contaminando o ambiente e contribuindo diretamente para a reação negativa do público.
A declaração chama atenção porque retira de João Campos o protagonismo de um episódio que o atingiu politicamente e transfere a responsabilidade para um dos principais nomes do PT em Pernambuco. Na prática, Jessyca sustenta que João acabou pagando a conta de uma companhia política indigesta para parte dos presentes.
O episódio também expõe um desafio que acompanha a pré-campanha do socialista. João Campos liderava pesquisas, ainda mantém forte presença nas redes sociais e é tratado por aliados como favorito, mas enfrenta resistência em redutos onde o antipetismo continua sendo uma força eleitoral relevante. Em Santa Cruz, segundo a vereadora, essa rejeição falou mais alto.
Ao tentar encontrar um culpado para as vaias, Jessyca foi direta: para ela, o problema não estava apenas no evento, mas principalmente em quem está ao lado de João. A mensagem foi clara: em uma cidade onde o PT encontra forte resistência, Humberto Costa teria se transformado em um peso político difícil de carregar.
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