terça-feira, 9 de junho de 2026

BADRA REAPARECE NO CENÁRIO PERNAMBUCANO E LEVANTA VELHAS PERGUNTAS SOBRE SUA PROXIMIDADE COM O PSB

A pesquisa divulgada pela Badra nesta semana não movimentou apenas a disputa pelo Governo de Pernambuco. Ela também trouxe de volta uma discussão que acompanha o instituto há anos e que tem como pano de fundo sua relação com personagens ligados ao PSB paulista.

O motivo é simples. O levantamento surge justamente quando a narrativa predominante das últimas semanas apontava para uma recuperação expressiva da governadora Raquel Lyra. Em pouco mais de um mês, pesquisas amplamente repercutidas registraram uma mudança brusca no cenário eleitoral. O Datafolha mostrou Raquel saindo de uma desvantagem de 12 pontos para assumir a liderança numérica da disputa contra João Campos. 

O Instituto Múltipla foi na mesma direção ao apontar a governadora à frente do principal adversário. 

Foi justamente nesse ambiente que surgiu a pesquisa da Badra apresentando um cenário diferente e recolocando João Campos em posição mais confortável. Naturalmente, o resultado provocou debates e despertou questionamentos nos bastidores políticos.

A discussão ganha peso porque a Badra não chega a Pernambuco carregando apenas planilhas, gráficos e margens de erro. O instituto também traz na bagagem um histórico de controvérsias envolvendo o PSB em São Paulo. Durante disputas eleitorais passadas, adversários de Márcio França levantaram questionamentos sobre vínculos entre integrantes ligados ao instituto e o grupo político socialista. As polêmicas geraram ações judiciais, debates metodológicos e uma marca que nunca desapareceu completamente do currículo da empresa.

Não se trata de afirmar irregularidades. Não há condenação definitiva por fraude ou manipulação de pesquisas. O problema é outro. Em política, credibilidade não depende apenas daquilo que é legal. Depende também daquilo que parece independente.

Por isso, quando um instituto que já enfrentou questionamentos relacionados ao PSB divulga uma pesquisa que destoa da tendência observada por outros levantamentos recentes, a reação é inevitável. Os números passam a dividir espaço com perguntas sobre quem os produziu.

No fim das contas, a Badra conseguiu algo raro: transformou o debate não apenas sobre quem está na frente da corrida eleitoral, mas também sobre quem está medindo a corrida. E, em ano pré-eleitoral, isso costuma valer tanto quanto alguns pontos percentuais nas pesquisas. É isso!

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