O confronto começou com amplo domínio territorial da equipe comandada por Carlo Ancelotti, que manteve a mesma escalação da vitória sobre a Escócia na fase anterior. Apesar da maior posse de bola e das investidas ofensivas, a Seleção encontrou enormes dificuldades para furar o sistema defensivo japonês, montado com uma linha de cinco defensores e forte disciplina tática.
Quem saiu na frente, porém, foi o Japão. Aos 29 minutos da etapa inicial, Kaishu Sano aproveitou uma falha na saída de bola brasileira e acertou um belo chute de fora da área, sem chances para Alisson, silenciando a torcida brasileira presente em Houston e obrigando a Seleção a buscar uma reação.
Na volta do intervalo, Ancelotti promoveu ajustes que mudaram completamente o panorama da partida. O Brasil passou a pressionar com mais intensidade e foi recompensado aos 56 minutos, quando Casemiro apareceu na área para cabecear firme após cruzamento de Gabriel Magalhães, deixando tudo igual e recolocando a equipe no jogo.
Mesmo com o empate, o Japão continuou resistindo bravamente. A Seleção criou diversas oportunidades, parou na boa atuação do goleiro Zion Suzuki e desperdiçou chances importantes. Quando o duelo caminhava para a prorrogação, surgiu o momento decisivo. Aos 50 minutos do segundo tempo, Gabriel Martinelli, que havia saído do banco de reservas, recebeu passe preciso de Bruno Guimarães e finalizou com categoria. A bola ainda tocou na trave antes de entrar, levando jogadores e torcedores brasileiros à explosão de alegria. O gol entrou para a história como um dos mais tardios de uma vitória brasileira em tempo normal em confrontos eliminatórios de Copa do Mundo.
A atuação também evidenciou a capacidade de reação da equipe de Carlo Ancelotti. Embora o Brasil tenha voltado a apresentar falhas defensivas e dificuldades para transformar o domínio em gols, o treinador foi decisivo nas alterações promovidas ao longo da segunda etapa. A entrada de Martinelli e a mudança na estrutura ofensiva deram mais velocidade e profundidade ao ataque brasileiro, fatores determinantes para a virada.
Após o apito final, Ancelotti destacou a maturidade da equipe para não perder a calma diante das dificuldades. Segundo o treinador, o Brasil teve paciência para insistir no ataque e foi premiado pela postura ofensiva até os minutos finais, ressaltando ainda a qualidade das opções disponíveis no banco de reservas.
Com a classificação assegurada, a Seleção Brasileira agora aguarda o vencedor do confronto entre Noruega e Costa do Marfim para conhecer seu adversário nas oitavas de final. A partida está marcada para o próximo domingo, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, onde o Brasil tentará dar mais um passo rumo ao tão sonhado sexto título mundial.
Nenhum comentário:
Postar um comentário