segunda-feira, 29 de junho de 2026

FEDERAÇÃO APROVA EDUARDO DA FONTE PARA O SENADO, MAS IMPASSE COM UNIÃO BRASIL MANTÉM DISPUTA ABERTA EM PERNAMBUCO

A disputa pela vaga ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (29), após a Federação União Progressista em Pernambuco aprovar o nome do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) como seu pré-candidato ao cargo. A decisão, no entanto, está longe de representar um desfecho para a escolha da federação, já que o processo foi imediatamente cercado por questionamentos e expôs o conflito interno entre Progressistas e União Brasil.

Antes mesmo da realização da reunião, o presidente nacional da Federação União Progressista, Antônio Rueda, divulgou uma nota oficial deixando claro que qualquer deliberação tomada pela direção estadual sobre a definição do candidato ao Senado não teria validade institucional nem produziria efeitos no âmbito nacional da federação. O posicionamento foi interpretado nos bastidores como uma tentativa de frear qualquer decisão definitiva tomada em Pernambuco sem a anuência da executiva nacional.

Mesmo diante do comunicado, a reunião foi mantida. Durante o encontro, o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), que também busca viabilizar sua candidatura ao Senado, compareceu e anunciou que os representantes do União Brasil optariam pela abstenção na votação. Segundo ele, a decisão foi motivada justamente pelo entendimento de que a escolha não possuía respaldo da direção nacional da federação.

Com a ausência de votos do União Brasil, prevaleceu a maioria formada pelos integrantes do Progressistas. Por cinco votos, a federação em Pernambuco aprovou o nome de Eduardo da Fonte como pré-candidato ao Senado, fortalecendo politicamente o parlamentar, que também preside a Federação União Progressista no Estado e vem intensificando as articulações para integrar a chapa majoritária nas eleições de 2026.

Apesar da votação favorável ao deputado, o resultado não encerra a disputa. Miguel Coelho reafirmou que continuará sua pré-campanha ao Senado e pretende levar seu nome para apreciação e homologação durante a convenção do União Brasil. Da mesma forma, Eduardo da Fonte também deverá submeter sua candidatura aos trâmites partidários, mantendo viva a disputa interna pela indicação da federação.

O episódio evidencia a divergência entre a direção estadual e a cúpula nacional da Federação União Progressista, deixando claro que a decisão final dependerá de negociações políticas em Brasília. Além da manifestação da executiva nacional, a definição deverá considerar a composição da chapa majoritária da governadora Raquel Lyra, que ainda busca consolidar alianças para a eleição de 2026.

Com isso, o cenário permanece indefinido. Embora Eduardo da Fonte tenha conquistado uma importante vitória política no âmbito estadual, a manifestação prévia de Antônio Rueda e a permanência da pré-candidatura de Miguel Coelho demonstram que a palavra final sobre quem representará oficialmente a Federação União Progressista na disputa pelo Senado ainda será construída nas instâncias nacionais e nas articulações que antecederão as convenções partidárias.

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