segunda-feira, 1 de junho de 2026

MARÍLIA ARRAES COLOCA O COMBATE AO FEMINICÍDIO COMO UMA DE SUAS PRIORIDADES PARA O SENADO

Reconhecida por sua ligação histórica com as pautas em defesa das mulheres, a pré-candidata ao Senado, Marília Arraes, coloca o enfrentamento ao feminicídio no centro do debate público estadual e iniciará, nas próximas semanas, uma série de encontros, escutas com especialistas, representantes da rede de proteção, lideranças femininas e movimentos sociais para discutir medidas concretas de prevenção à violência de gênero.  Em Pernambuco, embora os índices de criminalidade geral (MVI) tenham recuado 9,59% em 2025, os feminicídios oficiais registraram uma alta de 15,7%, somando 88 vítimas fatais, posicionando o estado no quinto lugar do ranking nacional de feminicídios. 

O compromisso assumido por Marília ganha ainda mais relevância no momento em que o presidente Lula lançou, no último dia 13, o programa federal "Brasil Contra o Crime Organizado", que destina R$ 11,1 bilhões para a segurança pública.  "Não adianta ser mulher, falar sobre as mulheres. Tem que ter 100% de compromisso com a vida de todas. Quando um feminicídio acontece, não é apenas uma vida que se perde. Muitas vezes, uma mãe é arrancada de seus filhos, e uma família inteira é destruída. Quando o agressor é o próprio pai das crianças, que são obrigadas a recomeçar a vida longe de casa, sob os cuidados de parentes ou até mesmo em abrigos”, argumentou Marília.

“As consequências são profundas e duradouras. Essas crianças enfrentam traumas severos, dificuldades emocionais, queda no rendimento escolar e, em muitos casos, até o afastamento definitivo da escola. O feminicídio deixa marcas que atravessam gerações. Por isso, combater a violência contra a mulher não é apenas proteger uma vítima; é preservar famílias inteiras e garantir um futuro mais digno para milhares de crianças que não podem continuar pagando essa conta tão cruel", completou.

O diagnóstico estadual revela ainda um dado alarmante para a formulação de novas leis: a chamada "invisibilidade prévia". Em 77% dos feminicídios registrados, as vítimas não haviam feito boletim de ocorrência anterior. Um dos maiores gargalos para essa prevenção ativa está na distribuição do atendimento especializado.  Pernambuco dispõe de 15 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM), mas apenas 7 funcionam em regime de plantão 24 horas, concentradas na Região Metropolitana e em grandes polos (Recife, Jaboatão, Petrolina, Caruaru, Paulista, Cabo de Santo Agostinho e Olinda). 

As outras 8 unidades, localizadas no interior (Surubim, Garanhuns, Vitória de Santo Antão, Goiana, Afogados da Ingazeira, Palmares, Arcoverde e Salgueiro), encerram o expediente às 18h e não abrem nos fins de semana, justamente nos períodos estatisticamente classificados como de maior risco para as vítimas. 

CRECHES – A relação direta entre a autonomia econômica da mulher e o enfrentamento à violência doméstica, apontando a dependência financeira como a principal barreira para o rompimento de ciclos abusivos, também é destacada por Marília como um fator primordial. Motivo pelo qual a oferta de vagas em creches públicas é apontada pela pré-candidata como uma política de segurança preventiva indispensável. 

Marília defende que o Senado lidere a construção de um novo marco legal de proteção, vinculando o apoio financeiro a contrapartidas claras de gestão dos estados. Entre as propostas elencadas pela pré-candidata estão a Universalização do plantão 24h; a adoção de fluxo único e automatizado; o monitoramento em tempo real de qualquer descumprimento de medidas protetivas; o financiamento de creches e centros de apoio com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e do orçamento federal; e a adoção de ações técnicas e de fiscalização padronizadas nacionalmente.

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