quarta-feira, 29 de julho de 2026

CIRO MANDA RECADO PARA O PALANQUE DE RAQUEL E EXPÕE IMPASSE NA DISPUTA PELO SENADO

A menos de uma semana da convenção da federação União Progressista, marcada para o dia 5 de agosto, um novo ingrediente elevou a temperatura nos bastidores da sucessão estadual. As declarações do senador e copresidente nacional da federação, Ciro Nogueira (PP), deixaram evidente que a montagem da chapa majoritária da governadora Raquel Lyra (PSD) está longe de um consenso quando o assunto é a disputa pelo Senado.

Ao afirmar que não existe viabilidade política nem jurídica para três candidaturas ao Senado no mesmo campo político, Ciro colocou pressão sobre o Palácio do Campo das Princesas e reforçou o posicionamento da União Progressista em defesa do deputado federal Eduardo da Fonte. O recado foi direto: se Raquel insistir em manter Túlio Gadêlha na composição, a federação não abrirá mão do nome de Eduardo, tornando praticamente impossível acomodar também Miguel Coelho.

Na prática, o dirigente nacional desmonta qualquer expectativa de uma solução que contemple os três postulantes. Para Ciro, uma chapa com três candidatos ao Senado seria uma estratégia "fadada à derrota", deixando claro que a federação não pretende flexibilizar sua decisão.

O discurso também evidencia que a União Progressista busca preservar sua autonomia dentro da aliança governista. Embora Raquel seja a candidata à reeleição, Ciro fez questão de lembrar que a executiva estadual da federação já aprovou, por maioria, a indicação de Eduardo da Fonte e que qualquer mudança dependeria das direções nacionais do PP e do União Brasil. Em outras palavras, a decisão não está exclusivamente nas mãos da governadora.

Outro ponto que chamou atenção foi a confirmação de que o próprio Ciro Nogueira comunicou pessoalmente a Raquel Lyra que o candidato da federação é Eduardo da Fonte. A declaração reforça que não se trata apenas de uma posição regional, mas de uma orientação respaldada pela cúpula nacional da União Progressista.

Mesmo minimizando o fato de a convenção da federação acontecer três dias depois da convenção do PSD, Ciro reconheceu que as decisões dos dois eventos precisarão ser compatibilizadas, indicando que a definição da chapa majoritária poderá permanecer em aberto até os últimos momentos permitidos pela legislação eleitoral.

Com isso, o cenário permanece indefinido. A fala do senador acende um sinal de alerta no palanque governista e demonstra que a costura política para acomodar interesses de aliados ainda está distante de um desfecho. Faltando poucos dias para as convenções, cresce a expectativa sobre qual será a solução encontrada por Raquel Lyra para evitar desgastes internos e preservar a unidade da base que pretende levá-la à reeleição.

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