Conforme revelou o Diario de Pernambuco, o parlamentar foi condenado pela Justiça a quitar uma dívida com a empresa responsável pela estrutura do grande ato político realizado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, em Caruaru, durante a campanha eleitoral de 2022. A ação foi movida pelo empresário Edson Petrônio Pereira Andrade, que afirma nunca ter recebido pelos serviços prestados no evento.
Segundo a decisão judicial, a cobrança envolve R$ 59.853,69, valor referente à locação de estrutura como palco, sonorização e demais equipamentos utilizados no ato político que reuniu milhares de apoiadores de Bolsonaro no Agreste pernambucano. Além do pagamento da dívida, a condenação inclui juros, correção monetária, custas processuais e honorários advocatícios.
A sentença desmonta o argumento de que a cobrança não teria fundamento. A Justiça reconheceu que houve contratação, que os serviços foram executados e que o pagamento não foi realizado. Em outras palavras, o evento aconteceu, a estrutura foi montada, Bolsonaro discursou, o público compareceu, mas quem trabalhou ficou esperando receber.
Fernando Rodolfo ainda pode recorrer da decisão. No entanto, a condenação chega em um momento politicamente delicado. Em plena pré-campanha de 2026, quando parlamentares buscam vender a imagem de boa gestão, responsabilidade e compromisso com a palavra, uma condenação por inadimplência certamente pesa no discurso e oferece munição aos adversários.
O caso também levanta uma velha discussão sobre a organização financeira de grandes eventos políticos. Em época de campanha, é comum discursos inflamados sobre responsabilidade fiscal e respeito ao dinheiro público, mas episódios como esse mostram que, muitas vezes, quem fica no prejuízo são justamente os fornecedores que prestam os serviços.
É importante destacar que a condenação é de natureza cível e não criminal. Ainda assim, o desgaste político é inevitável. Afinal, numa eleição, imagem vale quase tanto quanto voto. E uma sentença judicial por não pagar uma empresa contratada dificilmente entra para a lista de boas credenciais de qualquer candidato.
O processo seguirá seu curso com possibilidade de recurso. Até lá, permanece a máxima popular: promessa de campanha pode até ficar no palanque, mas boleto vencido costuma acabar na Justiça.
Fonte: Diario de Pernambuco, em reportagem publicada nesta sexta-feira (17), que revelou a condenação do deputado federal Fernando Rodolfo pelo não pagamento da empresa responsável pela estrutura do evento de Jair Bolsonaro em Caruaru.
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