quarta-feira, 1 de julho de 2026

EDUARDO DA FONTE DIZ QUE CANDIDATURA AO SENADO ESTÁ CONSOLIDADA, REBATE CONTESTAÇÃO DE MIGUEL COELHO E DEFENDE PAPEL DE RAQUEL LYRA NA PACIFICAÇÃO DA BASE


O deputado federal Eduardo da Fonte elevou o tom nesta terça-feira (1º) ao defender a legitimidade de sua pré-candidatura ao Senado Federal pela Federação União Progressista em Pernambuco. Um dia após ser escolhido pela comissão executiva estadual da federação para disputar a vaga na chapa majoritária das eleições de 2026, o parlamentar afirmou que a decisão já possui respaldo nacional e classificou como "líquido e certo" o direito de representar a legenda na disputa.

A declaração ocorre em meio ao impasse provocado pelo ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que também pleiteia a indicação ao Senado. Durante a reunião que oficializou o nome de Eduardo da Fonte, Miguel optou por se abster da votação e passou a questionar o encaminhamento dado pela direção estadual da federação, alimentando um novo capítulo na disputa interna que envolve duas das principais lideranças da União Progressista em Pernambuco.

Demonstrando confiança na validade da decisão, Eduardo da Fonte destacou que o processo foi homologado pelo presidente nacional do Progressistas, senador Ciro Nogueira, que divide a condução nacional da Federação União Progressista com Antonio Rueda, presidente do União Brasil, legenda à qual Miguel Coelho é filiado. Segundo o deputado, uma eventual reversão do cenário dependeria de uma mudança de posição da direção nacional do PP, hipótese que ele considera improvável.

"Para derrubar a decisão estadual já homologada, Rueda teria que convencer Ciro a declinar da homologação, o que não vai acontecer", afirmou Eduardo, reforçando o entendimento de que a definição já ultrapassou a esfera estadual e encontra respaldo nas instâncias nacionais da federação.

Questionado sobre como pretende construir uma convergência com Miguel Coelho e evitar desgastes dentro da base política da governadora Raquel Lyra, Eduardo transferiu essa responsabilidade para a chefe do Executivo estadual. Na avaliação do parlamentar, a governadora reúne as condições políticas para conduzir o processo de unidade entre os aliados que compõem sua base de sustentação.

"Acho que a governadora, como comandante do processo de sua reeleição, seria a pessoa mais indicada para pacificar o seu palanque. Isso vai ser bom para ela e para todos nós que torcemos pela sua reeleição. Eu fui escolhido e isso é fato e está consolidado de acordo com o estatuto da Federação", declarou.

As declarações reforçam a expectativa de que Raquel Lyra terá papel decisivo na montagem da chapa governista para 2026, especialmente diante das disputas internas envolvendo partidos aliados e lideranças com forte influência política no Estado.

Também nesta terça-feira, a assessoria do Progressistas distribuiu um comunicado oficial detalhando outra deliberação aprovada durante a reunião da comissão executiva estadual da Federação União Progressista. O texto informa que ficou definido que caberá ao presidente estadual da federação, Eduardo da Fonte, conduzir as tratativas políticas e deliberar sobre a definição do candidato ao Governo de Pernambuco que será oficialmente apoiado pela federação nas eleições do próximo ano.

A divulgação do trecho provocou interpretações nos bastidores políticos de que a federação estaria enviando um recado ao Palácio do Campo das Princesas, sugerindo autonomia para discutir o apoio ao Governo do Estado. Eduardo da Fonte, no entanto, rejeitou essa leitura e fez questão de afastar qualquer sinal de tensão com a governadora.

Segundo ele, não existe qualquer mudança de posição em relação ao apoio anteriormente declarado a Raquel Lyra. O deputado lembrou que o Progressistas já oficializou seu alinhamento ao projeto de reeleição da governadora e afirmou que a decisão apenas formaliza uma competência prevista dentro da estrutura da federação.

"Não é recado, é realidade. Eu recebi a delegação por unanimidade para isso", afirmou.

A fala busca reduzir especulações sobre possíveis divergências entre PP, União Brasil e o Governo do Estado, mas evidencia que as articulações para a formação da chapa majoritária permanecem intensas. Com a disputa pela vaga ao Senado ainda movimentando os bastidores e diferentes lideranças reivindicando espaço, a construção da aliança governista deverá continuar sendo um dos principais temas da política pernambucana nos próximos meses.

Enquanto Eduardo da Fonte sustenta que sua indicação já está consolidada e respaldada pelas instâncias nacionais da Federação União Progressista, Miguel Coelho mantém sua posição de contestação, indicando que a disputa interna está longe de um desfecho definitivo no campo político, mesmo diante da segurança demonstrada pelo dirigente estadual do PP.

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