A operação da Polícia Federal prevê um investimento de aproximadamente R$ 95 milhões e poderá mobilizar até 458 agentes para garantir a segurança de até dez candidaturas presidenciais ao longo do processo eleitoral.
Ao justificar sua recusa, Flávio Bolsonaro afirmou que prefere que os policiais que poderiam ser destacados para sua escolta sejam direcionados para reforçar investigações relacionadas às fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em sua publicação, o senador declarou que "os servidores da PF que estariam à minha disposição sejam destinados imediatamente para a investigação do roubo dos aposentados do INSS".
O parlamentar também relacionou sua decisão à alegada falta de efetivo da Polícia Federal para avançar em investigações sobre o esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões. Em sua manifestação, Flávio fez referência ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", citado em depoimentos que investigam supostos pagamentos envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Além das críticas à condução das investigações, Flávio Bolsonaro afirmou não confiar na atual direção da Polícia Federal, comandada por Andrei Rodrigues. Segundo ele, existe o receio de que agentes possam ser designados para sua campanha com objetivos diferentes da segurança institucional.
"Não vou correr o risco de ele próprio infiltrar pessoas na minha campanha", escreveu o senador em sua publicação.
A recusa do pré-candidato ocorre em meio ao início da organização da estrutura de segurança para as eleições de 2026, período em que a Polícia Federal tradicionalmente disponibiliza escoltas e equipes especializadas para candidatos à Presidência da República, conforme avaliação dos órgãos responsáveis pela segurança institucional.
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