Embora o foco oficial da solenidade tenha sido a devoção à padroeira do Recife, a presença das duas principais lideranças políticas do Estado, cercadas por suas respectivas comitivas, reforçou o clima de pré-eleição que já toma conta de Pernambuco, a menos de três meses do pleito.
Raquel Lyra chegou acompanhada da irmã Paula Lyra, da vice-governadora Priscila Krause (PSD) e de importantes aliados que integram sua base política. Estiveram ao seu lado os pré-candidatos ao Senado Miguel Coelho (União Brasil), Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP), além do deputado federal Mendonça Filho (PL), dos deputados estaduais Henrique Queiroz Filho (PP) e Edson Vieira (Podemos), e dos prefeitos Sérgio Colin, de Toritama, e Paquinha, de Macaparana.
Durante entrevista, a governadora destacou a mensagem de união pregada na homilia do bispo de Mossoró, Dom Francisco de Sales. Segundo ela, o momento vivido pelo mundo exige que as pessoas deixem de lado os conflitos e busquem a convivência baseada no amor, na verdade e na solidariedade.
Já João Campos participou da celebração ao lado da mãe, Renata Campos, do prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), do pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), da pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT), da senadora Teresa Leitão (PT), do deputado federal Pedro Campos (PSB), do deputado estadual Mário Ricardo (Podemos) e da vereadora do Recife Liana Cirne (PT).
Em publicação nas redes sociais, o socialista destacou a importância da celebração e pediu a proteção de Nossa Senhora do Carmo para o povo pernambucano, especialmente para aqueles que enfrentam maiores dificuldades, ressaltando a necessidade de cuidar dos mais vulneráveis e fortalecer os valores da solidariedade.
Outro destaque da cerimônia foi a participação do prefeito Victor Marques, que aproveitou a ocasião para atualizar o andamento da prometida restauração da Basílica do Carmo. Segundo ele, a empresa responsável pela obra já foi contratada e os trabalhos terão início logo após o encerramento da festa religiosa. O gestor explicou que, durante os levantamentos técnicos, foi constatado que a intervenção exigia muito mais do que uma simples pintura, envolvendo recuperação estrutural e acompanhamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), devido ao valor histórico do templo.
Sem discursos políticos e preservando o caráter religioso da celebração, o evento evidenciou que a disputa pelo Palácio do Campo das Princesas já começa a ocupar os mesmos espaços públicos. Em um dos maiores eventos de fé do calendário pernambucano, Raquel Lyra e João Campos mantiveram o foco na devoção, mas a presença de suas lideranças e aliados mostrou que a pré-campanha também acompanha os passos da agenda institucional e religiosa do Estado.
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