A solenidade reuniu lideranças políticas da região e marcou a entrega de importantes investimentos para Solidão. Entre os equipamentos entregues estão uma van para o programa Tratamento Fora de Domicílio (TFD), um micro-ônibus para reforçar o transporte de pacientes da rede pública de saúde, um micro-ônibus escolar para estudantes da rede municipal, além de um trator agrícola, uma grade aradora, três carretas agrícolas, uma roçadeira e um guincho agrícola. Os equipamentos têm como objetivo fortalecer tanto os serviços públicos essenciais quanto a produção rural, principal atividade econômica do município.
Durante seu pronunciamento, João Campos buscou estabelecer um contraste entre a atual relação do Governo Federal com as prefeituras e o período da gestão Bolsonaro. O socialista relembrou sua experiência como prefeito do Recife para afirmar que, segundo ele, a capital pernambucana não recebeu ambulâncias nem outros veículos destinados às áreas de saúde e assistência social durante os cinco anos em que administrou o município.
"Eu fui prefeito do Recife por cinco anos. No Governo Federal passado, sabe quantas ambulâncias a capital recebeu? Zero. Não recebia veículo da assistência, veículo da saúde. Era cada prefeito tendo que sobreviver por sua conta e não é desse jeito que se constrói um estado ou um Brasil melhor", afirmou.
As críticas também foram direcionadas ao Governo de Pernambuco. João Campos apontou o que classificou como deficiência na estrutura de saúde oferecida ao Alto Pajeú, destacando a ausência de atendimento oncológico na região. Segundo ele, pacientes que necessitam desse tipo de tratamento precisam enfrentar longos deslocamentos até cidades como Serra Talhada e Arcoverde para conseguir atendimento especializado.
Ao abordar a realidade enfrentada pelos moradores do Sertão, o pré-candidato afirmou que pretende ampliar os investimentos na região caso seja eleito governador. Segundo João, o fortalecimento da parceria entre os municípios e o Governo Federal será uma das prioridades de seu projeto político.
"Tudo o que eu puder fazer para ajudar Solidão eu vou fazer. Tudo que eu puder fazer pelo Sertão do Pajeú, nós vamos fazer. O nosso lado é o lado do povo. É ao lado da zona rural, é ao lado do trabalhador, das periferias, e é desse jeito que a gente vai continuar a fazer. Esse time todo aqui tem lado e é o lado do povo de Pernambuco", declarou.
A agenda em Solidão reforça a estratégia política de João Campos de intensificar sua presença no interior do Estado, especialmente no Sertão, região considerada estratégica para a disputa pelo Governo de Pernambuco em 2026. Ao participar de entregas viabilizadas pelo Governo Lula, o socialista fortalece o discurso de alinhamento entre Pernambuco e Brasília, buscando associar sua imagem aos investimentos federais e apresentar-se como defensor de uma atuação mais próxima dos municípios.
Ao mesmo tempo, as declarações evidenciam que o tom da pré-campanha tende a se intensificar nos próximos meses, com João Campos ampliando o confronto político tanto com o grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro quanto com a gestão da governadora Raquel Lyra. O episódio em Solidão sinaliza que a disputa estadual começa a ganhar contornos cada vez mais definidos, tendo como pano de fundo a comparação entre modelos de gestão e a defesa de investimentos públicos voltados para áreas consideradas prioritárias, como saúde, educação e desenvolvimento rural.
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