quarta-feira, 1 de julho de 2026

MIGUEL COELHO REFORÇA PROTAGONISMO DE RAQUEL LYRA E DIZ QUE DECISÃO SOBRE CHAPA AO SENADO CABE EXCLUSIVAMENTE À GOVERNADORA

A disputa pela composição da chapa majoritária governista para as eleições de 2026 ganhou um novo capítulo após as declarações do presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho, que minimizou a decisão tomada pela Federação União Progressista em Pernambuco e afirmou que a palavra final sobre os nomes que disputarão o Senado ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD) pertence exclusivamente à chefe do Executivo estadual. A declaração evidencia que, apesar das movimentações partidárias, a definição da chapa ainda está longe de um consenso.

Em entrevista ao Podcast Dose Dupla, Miguel Coelho ressaltou que o processo de construção da aliança governista será conduzido por Raquel Lyra, reforçando o papel de liderança política da governadora nas articulações para a reeleição. Segundo ele, partidos aliados podem apresentar sugestões, discutir estratégias e defender seus nomes, mas a decisão final caberá a quem lidera o projeto político.

"Quem lidera esse processo é a governadora. Quem monta a chapa não é partido, é a governadora. Então essa é uma decisão que cabe única e exclusivamente a Raquel escolher quem serão os seus companheiros de chapa", afirmou.

As declarações surgem um dia após a reunião da executiva estadual da Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), que definiu, por maioria, o deputado federal Eduardo da Fonte como pré-candidato ao Senado. O resultado, entretanto, ocorreu sem unanimidade.

Miguel Coelho e o deputado federal Fernando Filho, representantes do União Brasil na federação, optaram por se abster da votação. Com isso, os cinco votos favoráveis à indicação partiram exclusivamente dos integrantes do PP, evidenciando que não houve consenso interno sobre o tema.

Ao explicar a decisão de não participar da votação, Miguel afirmou que o próprio Eduardo da Fonte teria esclarecido previamente que a reunião possuía caráter apenas administrativo e político, sem produzir qualquer efeito jurídico ou vinculante para a composição da chapa eleitoral.

Segundo ele, o encontro tratou de diversos assuntos relacionados ao funcionamento da federação, como lideranças parlamentares e questões administrativas, e a discussão sobre o Senado representava apenas uma manifestação interna.

"O próprio Eduardo disse que aquela reunião não produziria efeito jurídico algum. Era uma deliberação interna da federação. Se não iria decidir nada na prática, entendemos que seria apenas um gesto simbólico. Por isso preferimos não participar da votação", explicou.

Outro ponto destacado por Miguel Coelho foi a posição do União Brasil em relação ao projeto de reeleição da governadora. Ele revelou que solicitou o registro, em ata, de que seu partido já havia decidido apoiar oficialmente Raquel Lyra em 2026. Segundo ele, o Progressistas preferiu não incluir essa informação no documento, decisão que chamou sua atenção.

Apesar desse episódio, Miguel fez questão de reafirmar que o União Brasil permanece alinhado ao projeto político da governadora e continuará trabalhando pela sua recondução ao Palácio do Campo das Princesas.

Ao comentar a formação da futura chapa majoritária, Miguel também defendeu que a Federação União Progressista tenha espaço de destaque nas duas vagas destinadas ao Senado. Para ele, a força política da federação, que reúne dois dos principais partidos do país, justifica a reivindicação por protagonismo na composição da aliança governista.

Mesmo assim, evitou transformar a discussão em um embate interno, ressaltando que qualquer definição deverá ocorrer por meio do diálogo entre os partidos aliados e, sobretudo, sob a coordenação da governadora.

As declarações revelam que, embora Eduardo da Fonte tenha recebido o respaldo da maioria da executiva estadual da federação, a construção da chapa governista permanece aberta e dependerá das negociações que serão conduzidas nos próximos meses. A fala de Miguel Coelho também sinaliza que o União Brasil pretende continuar participando ativamente das articulações, mantendo a defesa de seus interesses sem romper a unidade do grupo político que apoia Raquel Lyra.

Com o calendário eleitoral avançando, a disputa pelas vagas ao Senado promete se tornar um dos principais focos das negociações entre os partidos da base governista em Pernambuco. Enquanto diferentes lideranças buscam consolidar espaço na chapa, Raquel Lyra permanece no centro das articulações, sendo apontada pelos próprios aliados como a responsável pela decisão definitiva sobre quem representará o seu projeto político nas eleições de 2026.

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