Chamou atenção a proximidade entre a governadora Raquel Lyra (PSD), que buscará a reeleição, e o prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo do Estado, João Campos (PSB). Embora adversários diretos na corrida pelo Palácio do Campo das Princesas, ambos acompanharam a programação religiosa em um ambiente marcado pelo respeito institucional e pela tradição da festividade.
Outro registro simbólico foi a presença lado a lado de Miguel Coelho (União Brasil) e Eduardo da Fonte (PP). Apesar das conhecidas divergências políticas e da distância entre os dois líderes, o momento religioso acabou aproximando, ao menos fisicamente, personagens que dificilmente dividem o mesmo espaço em eventos políticos.
Também estiveram presentes a pré-candidata ao Senado Marília Arraes (Solidariedade) e o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD), que devem disputar as vagas ao Senado em chapas distintas. Marília permaneceu próxima de João Campos durante a cerimônia, enquanto Túlio acompanhou a governadora Raquel Lyra, refletindo os alinhamentos que começam a ganhar forma para as eleições de 2026.
Mais do que um ato de fé, a última noite da Festa do Carmo acabou se transformando em uma vitrine da política pernambucana. Em um mesmo cenário, aliados e adversários dividiram espaço, trocaram cumprimentos e mostraram que, pelo menos diante da padroeira, as disputas eleitorais ficaram temporariamente em segundo plano. O simbolismo do encontro reforça que, apesar da intensa polarização que deve marcar a campanha, ainda existem ocasiões em que a tradição e a religiosidade conseguem reunir todos no mesmo palco.
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