No cenário estimulado de primeiro turno, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Raquel Lyra aparece com 46% das intenções de voto, dois pontos acima dos 44% registrados em junho. João Campos também cresceu, passando de 42% para 44%. A diferença entre ambos permanece em apenas dois pontos percentuais, dentro da margem de erro de 3,2 pontos percentuais, caracterizando um cenário estatisticamente equilibrado. O ex-vereador Ivan Moraes (PSOL) registra 1%, enquanto 5% afirmam votar em branco, nulo ou em nenhum candidato e apenas 3% disseram não saber ou preferiram não responder.
A pesquisa revela ainda um retrato bastante dividido do eleitorado pernambucano. No interior do Estado, Raquel Lyra consolida ampla vantagem, alcançando 56% das intenções de voto, contra 39% de João Campos. Já na Região Metropolitana e especialmente na capital, o cenário se inverte. No Recife, João lidera com 53%, enquanto Raquel marca 30%. Nas áreas periféricas, o socialista também aparece à frente, somando 51%, contra 35% da governadora. Os números mostram que a força eleitoral de cada candidato está concentrada em regiões distintas do Estado.
O levantamento também evidencia diferenças importantes entre os perfis do eleitorado. Entre os homens, Raquel Lyra registra 51%, enquanto João Campos tem 40%. Já entre as mulheres, o cenário favorece o candidato do PSB, que alcança 48%, diante de 42% da governadora.
Quando o recorte é feito por idade, Raquel aparece à frente entre os eleitores de 16 a 24 anos (45% a 40%), de 25 a 44 anos (48% a 43%) e também entre aqueles de 45 a 59 anos (47% a 45%). João Campos lidera apenas entre os eleitores com 60 anos ou mais, registrando 48%, contra 42% de Raquel.
O estudo também mostra diferenças significativas relacionadas à escolaridade e à renda. Entre os entrevistados com ensino superior, Raquel Lyra obtém expressivos 58%, enquanto João Campos registra 38%. Entre aqueles com ensino médio, a governadora soma 46%, contra 43% do adversário. Já entre os eleitores com escolaridade até o ensino fundamental, João lidera com 48%, enquanto Raquel tem 43%.
Na faixa de renda, Raquel apresenta desempenho mais forte entre os eleitores de maior poder aquisitivo. Entre aqueles que recebem mais de cinco salários mínimos, ela alcança 52%, contra 38% de João. Entre os que ganham de dois a cinco salários mínimos, registra 51%, diante de 42% do socialista. Já entre os eleitores com renda de até dois salários mínimos, João Campos aparece na frente com 47%, enquanto Raquel soma 43%.
Na pesquisa espontânea, em que os entrevistadores não apresentam os nomes dos candidatos, Raquel Lyra também ampliou sua vantagem. Ela passou de 30% para 38%, enquanto João Campos cresceu de 25% para 32%. O dado considerado mais relevante é a forte redução dos indecisos, que caíram de 36% para 25%, indicando que a população começa a consolidar suas escolhas à medida que a campanha eleitoral se aproxima.
No cenário de um eventual segundo turno, a governadora também mantém pequena vantagem. Raquel sobe para 47%, enquanto João Campos registra 45%. Brancos e nulos somam 4%, e outros 4% afirmam não saber em quem votariam.
Outro indicador importante é o potencial de voto. 40% dos entrevistados afirmam que votariam com certeza em Raquel Lyra, enquanto 20% dizem que poderiam votar nela. Em relação a João Campos, 38% afirmam que votariam com certeza, e 22% admitem a possibilidade de apoiá-lo. Curiosamente, ambos apresentam praticamente o mesmo índice de rejeição: 39% afirmam que não votariam de jeito nenhum em cada um dos dois candidatos, demonstrando que a disputa tende a ser marcada pela elevada polarização.
A pesquisa também avaliou o desempenho administrativo da atual governadora. A aprovação da gestão apresentou nova melhora. Hoje, 45% dos entrevistados classificam o governo Raquel Lyra como ótimo ou bom, índice superior aos 43% registrados na pesquisa anterior. Outros 35% consideram a administração regular, enquanto 18% a avaliam como ruim ou péssima, uma leve redução em relação aos 19% registrados anteriormente. Apenas 2% não souberam responder.
Na leitura política dos números, o levantamento mostra que Raquel Lyra mantém um quadro de estabilidade positiva. Além de liderar os cenários de primeiro e segundo turno, apresenta crescimento na lembrança espontânea do eleitor e melhora nos índices de avaliação do governo. João Campos também demonstra força eleitoral, especialmente na Região Metropolitana do Recife, mantendo a disputa aberta e competitiva.
A pesquisa Folha de Pernambuco/IPESPE entrevistou 1.000 eleitores entre os dias 22 e 25 de julho de 2026, em diversas regiões do Estado. O levantamento possui 95,45% de nível de confiança e margem de erro de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos, estando registrado na Justiça Eleitoral.
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