terça-feira, 28 de julho de 2026

RAQUEL LYRA ASSUME LIDERANÇA NA QUAEST E MUDA O HUMOR DA DISPUTA PELO PALÁCIO

A mais nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta terça-feira (28), trouxe um dado que altera o ambiente político em Pernambuco: pela primeira vez na série histórica do instituto, a governadora Raquel Lyra (PSD) aparece numericamente à frente de João Campos (PSB) na disputa pelo Governo do Estado. O levantamento aponta Raquel com 43% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto João registra 37%. Apesar da diferença de seis pontos, a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, mantendo tecnicamente o cenário de empate. 

O resultado, porém, vai além da fotografia do momento. A pesquisa confirma uma tendência observada por outros institutos nas últimas semanas: a governadora consolidou sua recuperação eleitoral e passou a ocupar a dianteira na corrida pelo Palácio do Campo das Princesas. Se há um ano João Campos aparecia com ampla vantagem nas pesquisas, hoje o cenário é completamente diferente, demonstrando que a disputa entrou em uma nova fase. 

No segundo turno, Raquel também aparece em vantagem, alcançando 45% contra 39% de João Campos. Já na pesquisa espontânea, considerada um dos principais indicadores da força eleitoral por medir a lembrança do eleitor sem apresentação de nomes, a governadora registra 25%, enquanto o ex-prefeito do Recife soma 18%. O dado mais expressivo, entretanto, é que 54% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar espontaneamente, indicando que existe um enorme espaço para crescimento de ambos os candidatos ao longo da campanha. 

Outro indicador importante divulgado pela Quaest diz respeito ao sentimento do eleitor em relação ao governo estadual. Segundo o levantamento, 57% afirmam que Raquel Lyra merece ser reeleita, enquanto 36% entendem que ela não deve conquistar um novo mandato. O índice reforça a melhora na percepção da gestão estadual e ajuda a explicar o crescimento eleitoral observado nos últimos meses. 

A pesquisa também mostra que a rejeição dos dois principais concorrentes permanece em níveis semelhantes, o que significa que nenhum deles possui vantagem significativa nesse quesito. Em compensação, a avaliação positiva da administração estadual tornou-se um dos principais ativos políticos da governadora, fortalecendo seu discurso de continuidade das obras, investimentos em infraestrutura, segurança, saúde e abastecimento hídrico. 

NA LUPA

O dado mais relevante da Quaest não é apenas a liderança numérica de Raquel Lyra. O principal fato político é a mudança de narrativa da eleição. Durante muitos meses, João Campos foi tratado como favorito absoluto. Agora, a governadora passa a ocupar a posição de quem lidera numericamente também em um dos institutos de maior repercussão nacional. Isso altera o comportamento dos aliados, influencia partidos, fortalece a mobilização da base governista e aumenta a pressão sobre a estratégia da oposição.

Ao mesmo tempo, o elevado percentual de eleitores indecisos na espontânea demonstra que a campanha ainda está longe de estar definida. A eleição continua aberta, mas a vantagem psicológica construída por João Campos ao longo de 2025 já não existe com a mesma intensidade. O desafio do PSB passa a ser interromper a curva ascendente de Raquel, enquanto o governo trabalhará para transformar a boa avaliação administrativa em votos consolidados até outubro. A corrida eleitoral entra, definitivamente, em sua fase mais competitiva.

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