Durante uma análise pública realizada na última sexta-feira (17), a delegada Raquel Gallinati afirmou que, diante das novas evidências, a conduta da mãe da criança também deve ser alvo de investigação. Segundo a especialista, embora o exame tenha afastado o abuso sexual como causa da morte, isso não elimina a necessidade de apurar como a bebê sofreu um trauma de tamanha gravidade.
Gallinati explicou que lesões provocadas por forte compressão abdominal podem causar sangramentos na região genital ou anal devido ao rompimento de pequenos vasos sanguíneos, especialmente em bebês, que possuem tecidos extremamente delicados. Dessa forma, o sangramento inicialmente observado não seria, por si só, prova de violência sexual.
Para a delegada, a conclusão da perícia representa apenas uma etapa da investigação. Ela ressalta que uma criança de apenas 10 meses depende integralmente dos adultos responsáveis por seus cuidados, tornando indispensável esclarecer como Helena sofreu as lesões fatais e se houve negligência, omissão ou qualquer outra conduta criminosa.
Na avaliação da especialista, a investigação precisa identificar quem estava responsável pela bebê no momento em que o trauma ocorreu e verificar se essas pessoas cumpriram o dever legal de proteção. Gallinati afirmou que, diante dos elementos já divulgados, é necessário que a mãe também tenha sua atuação rigorosamente apurada, assim como qualquer outro adulto que estivesse presente no ambiente.
A delegada destacou ainda que a responsabilização criminal não deve se limitar apenas ao autor direto das lesões, caso ele seja identificado, mas também alcançar eventuais pessoas que deixaram de agir para proteger a criança quando tinham essa obrigação.
Enquanto isso, a Polícia Civil segue reunindo provas, ouvindo testemunhas e analisando todos os elementos técnicos do caso para reconstruir os acontecimentos que culminaram na morte da bebê. A investigação buscará esclarecer de que forma Helena sofreu o esmagamento abdominal, quem estava com ela naquele momento e se houve negligência, omissão de socorro ou outros crimes.
Somente após a conclusão do inquérito policial será possível definir a eventual responsabilização criminal dos envolvidos. O caso continua sendo tratado como uma das investigações mais sensíveis dos últimos dias e permanece sob acompanhamento das autoridades competentes, que trabalham para esclarecer integralmente as circunstâncias da morte da criança.
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