domingo, 12 de julho de 2026

SEMANA - DATAFOLHA APONTOU, PARANÁ PESQUISAS CONFIRMOU: RAQUEL CONSOLIDA VIRADA SOBRE JOÃO EM PERNAMBUCO

Antes mesmo da divulgação do levantamento do Paraná Pesquisas, o grande fato político da semana em Pernambuco já havia sido a pesquisa Datafolha. O instituto, considerado um dos mais observados do país, foi o primeiro a apontar uma mudança significativa no cenário da disputa pelo Governo do Estado ao mostrar Raquel Lyra (PSD) numericamente à frente de João Campos (PSB). Agora, o Paraná Pesquisas reforça essa tendência ao apresentar números que caminham na mesma direção, consolidando o que, até poucos meses atrás, parecia improvável: a virada da governadora sobre seu principal adversário. 

A nova pesquisa do Paraná, divulgada na última sexta-feira (10), mostra Raquel Lyra com 46,8% das intenções de voto no cenário estimulado contra 42,5% de João Campos. Em um cenário direto entre os dois, a vantagem também permanece: 47,5% para a governadora contra 43,3% do socialista. Embora a diferença esteja dentro da margem de erro de 2,6 pontos percentuais e configure empate técnico do ponto de vista estatístico, o dado político mais relevante é a mudança da tendência observada ao longo dos últimos meses. 

O contraste com o fim de 2025 é expressivo. Em dezembro, João Campos liderava com ampla vantagem, registrando 55,1% das intenções de voto, enquanto Raquel aparecia com 33,8%. Em apenas seis meses, o cenário foi completamente alterado. A governadora avançou quase 14 pontos percentuais, enquanto João perdeu praticamente 12 pontos. O resultado revela uma mudança consistente no humor do eleitorado pernambucano.

Esse movimento já havia sido captado pelo Datafolha no fim de maio. O instituto mostrou Raquel Lyra com 48% das intenções de voto contra 43% de João Campos no primeiro turno e, pela primeira vez, liderando também uma simulação de segundo turno, com 51% contra 44%. Na ocasião, a pesquisa também registrou aprovação de 67% ao governo estadual, indicando que a melhora da avaliação administrativa começava a refletir diretamente na disputa eleitoral. 

O Paraná Pesquisas praticamente confirma esse diagnóstico. A aprovação da gestão Raquel Lyra alcançou 65,7%, enquanto a avaliação positiva (ótima e boa) chegou a 48,6%. Já a avaliação negativa caiu para menos de 20%, números que ajudam a explicar o crescimento eleitoral da governadora. A pesquisa ainda mostra que a aprovação é elevada em diferentes segmentos do eleitorado, incluindo jovens, homens e pessoas com ensino superior. 

Outro indicador que chama atenção é o chamado "sentimento de vitória". Quando perguntados sobre quem acreditam que vencerá a eleição, independentemente da intenção de voto, 44,7% dos entrevistados apontam Raquel Lyra, enquanto 40,7% acreditam na vitória de João Campos. Esse tipo de percepção costuma influenciar campanhas e fortalecer o ambiente político em torno de quem passa a ser visto como favorito. 

Também pesa no cenário o índice de rejeição. Segundo o levantamento, João Campos aparece com rejeição de 25,4%, superior aos 21,3% registrados por Raquel Lyra. Embora ambos ainda tenham espaço para conquistar eleitores, o dado indica uma vantagem adicional para a governadora no momento atual. 

Politicamente, a sequência dos levantamentos produz um efeito importante. Quando institutos diferentes, com metodologias distintas, passam a apontar uma tendência semelhante, o debate deixa de ser apenas sobre números isolados e passa a girar em torno da consolidação de um novo cenário. Foi exatamente isso que ocorreu nesta semana: o Datafolha sinalizou a mudança e o Paraná Pesquisas reforçou que a disputa, antes amplamente favorável a João Campos, hoje se apresenta equilibrada, com Raquel Lyra ocupando a dianteira numérica. 

A corrida pelo Palácio do Campo das Princesas continua aberta, e ainda há meses de campanha pela frente. Mas, até aqui, o principal fato político da semana foi justamente a convergência entre os levantamentos: a percepção de que a governadora conseguiu reverter um cenário de desvantagem expressiva e transformar a eleição em uma disputa completamente diferente daquela desenhada no final de 2025.

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