O primeiro grande teste será no sábado (1º), quando o PSB realiza a convenção que oficializará a candidatura de João Campos ao Governo do Estado. No dia seguinte, domingo (2), será a vez da governadora Raquel Lyra (PSD) reunir sua base para confirmar a candidatura à reeleição. Embora os dois eventos tenham caráter festivo, os bastidores seguem movimentados, especialmente no campo governista.
A principal indefinição continua sendo a composição da chapa para o Senado. A tentativa de construir um entendimento que acomode os interesses da Federação União Progressista ainda não produziu um desfecho definitivo. O grupo, que reúne partidos estratégicos para a campanha e garante um dos maiores tempos de propaganda eleitoral no rádio e na televisão, mantém sua preferência pelo deputado federal Eduardo da Fonte. Qualquer decisão diferente poderá provocar desgastes em uma aliança considerada fundamental para a estratégia eleitoral de Raquel.
Enquanto isso, as pesquisas ganham protagonismo. Quaest e Ipespe já divulgaram seus levantamentos, mas o mercado político aguarda com atenção os números da Datafolha e da Real Time Big Data. Mais do que fotografias do momento, esses levantamentos costumam influenciar o discurso das campanhas, o comportamento de lideranças e até o posicionamento de partidos e apoiadores na reta que antecede o início oficial da propaganda eleitoral.
Outro aspecto que chama atenção é a forma como cada campanha escolheu se apresentar ao eleitor antes mesmo das convenções. O PSB apostou na demonstração de unidade da Frente Popular, exibindo João Campos ao lado do candidato a vice, Carlos Costa, e dos candidatos ao Senado, Humberto Costa e Marília Arraes. A mensagem é de um grupo já consolidado e pronto para iniciar a campanha.
No campo governista, a estratégia foi diferente. O PSD concentrou a comunicação na figura da governadora Raquel Lyra, destacando sua imagem, a bandeira de Pernambuco e os slogans "Vitória com Raquel" e "Unidos por Pernambuco. Trabalho que Transforma". A opção reforça o caráter personalista da campanha e coloca a gestora como principal ativo eleitoral da coligação, enquanto os últimos ajustes políticos seguem sendo costurados nos bastidores.
Com pesquisas, convenções e negociações concentradas em poucos dias, Pernambuco vive uma semana que pode redefinir o rumo da sucessão estadual. Quando as cortinas das convenções se fecharem, o tabuleiro eleitoral estará praticamente montado, restando aos candidatos transformar articulações políticas em votos nas urnas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário