terça-feira, 28 de julho de 2026

TÚLIO GADÊLHA É O DEPUTADO PERNAMBUCANO QUE MENOS GASTOU COM PUBLICIDADE NA COTA PARLAMENTAR EM 2026

O deputado federal e pré-candidato ao Senado Túlio Gadêlha (PSD) aparece como o parlamentar pernambucano que menos utilizou recursos públicos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) com despesas de publicidade durante o primeiro semestre de 2026. Os dados oficiais da Câmara dos Deputados mostram que o parlamentar destinou R$ 13.888,45 para esse tipo de gasto entre janeiro e junho deste ano.

O levantamento coloca Túlio na última posição entre os deputados federais de Pernambuco no uso da verba voltada para divulgação das atividades parlamentares. Logo em seguida aparecem Fernando Monteiro (PSD), com R$ 18 mil em despesas; Augusto Coutinho (Republicanos), com R$ 32.076,33; Fernando Rodolfo (PL), que utilizou R$ 36 mil; e Ossesio Silva (Republicanos), com R$ 53 mil.

A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar é um recurso público disponibilizado pela Câmara dos Deputados para garantir o funcionamento dos mandatos. A verba pode ser utilizada em despesas como passagens aéreas, aluguel e manutenção de escritórios, combustíveis, locação de veículos, serviços postais e também ações de comunicação institucional, incluindo produção de conteúdo, gerenciamento de redes sociais, desenvolvimento de sites e divulgação das atividades parlamentares.

Segundo os dados da Câmara, a bancada pernambucana consumiu aproximadamente R$ 6,9 milhões da CEAP no primeiro semestre de 2026. Desse montante, cerca de R$ 2,3 milhões foram destinados exclusivamente a despesas com publicidade, o que representa aproximadamente 33,7% de toda a cota utilizada pelos parlamentares do estado.

Ao comentar os números, Túlio Gadêlha defendeu uma utilização mais criteriosa dos recursos públicos destinados à comunicação institucional. Para o deputado, é necessário estabelecer uma distinção entre a obrigação de prestar contas do mandato e a promoção da imagem pessoal do parlamentar.

"Dinheiro público para autopromoção deveria ser proibido. Uma coisa é prestar contas à população sobre o trabalho realizado, outra é usar recursos públicos para promover a própria imagem. É preciso ter responsabilidade com esse dinheiro", afirmou.

Os dados reacendem o debate sobre a utilização da verba pública destinada à atividade parlamentar e reforçam as discussões em torno da transparência, do controle dos gastos e da necessidade de equilíbrio entre informar a população sobre a atuação dos representantes e evitar o uso dos recursos para fins de promoção pessoal. Em um cenário de pré-campanha eleitoral, a forma como os parlamentares administram essas despesas tende a ganhar ainda mais atenção da opinião pública e dos órgãos de fiscalização.

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