O levantamento coloca Túlio na última posição entre os deputados federais de Pernambuco no uso da verba voltada para divulgação das atividades parlamentares. Logo em seguida aparecem Fernando Monteiro (PSD), com R$ 18 mil em despesas; Augusto Coutinho (Republicanos), com R$ 32.076,33; Fernando Rodolfo (PL), que utilizou R$ 36 mil; e Ossesio Silva (Republicanos), com R$ 53 mil.
A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar é um recurso público disponibilizado pela Câmara dos Deputados para garantir o funcionamento dos mandatos. A verba pode ser utilizada em despesas como passagens aéreas, aluguel e manutenção de escritórios, combustíveis, locação de veículos, serviços postais e também ações de comunicação institucional, incluindo produção de conteúdo, gerenciamento de redes sociais, desenvolvimento de sites e divulgação das atividades parlamentares.
Segundo os dados da Câmara, a bancada pernambucana consumiu aproximadamente R$ 6,9 milhões da CEAP no primeiro semestre de 2026. Desse montante, cerca de R$ 2,3 milhões foram destinados exclusivamente a despesas com publicidade, o que representa aproximadamente 33,7% de toda a cota utilizada pelos parlamentares do estado.
Ao comentar os números, Túlio Gadêlha defendeu uma utilização mais criteriosa dos recursos públicos destinados à comunicação institucional. Para o deputado, é necessário estabelecer uma distinção entre a obrigação de prestar contas do mandato e a promoção da imagem pessoal do parlamentar.
"Dinheiro público para autopromoção deveria ser proibido. Uma coisa é prestar contas à população sobre o trabalho realizado, outra é usar recursos públicos para promover a própria imagem. É preciso ter responsabilidade com esse dinheiro", afirmou.
Os dados reacendem o debate sobre a utilização da verba pública destinada à atividade parlamentar e reforçam as discussões em torno da transparência, do controle dos gastos e da necessidade de equilíbrio entre informar a população sobre a atuação dos representantes e evitar o uso dos recursos para fins de promoção pessoal. Em um cenário de pré-campanha eleitoral, a forma como os parlamentares administram essas despesas tende a ganhar ainda mais atenção da opinião pública e dos órgãos de fiscalização.
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