domingo, 9 de agosto de 2026

ÁLVARO PORTO FAZ LIMPA DE NOMES NA CAMPANHA DE MARÍLIA ARRAES E AMPLIA ROMBO NO PROJETO AO SENADO


Por Edney Souto | Blog do Edney

A decisão do deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto (MDB), de romper com a candidatura de Marília Arraes (PDT) ao Senado ganhou uma dimensão bem maior do que uma simples mudança de posicionamento político. O movimento provocou uma verdadeira limpa na estrutura de apoios que vinha sendo construída em torno da candidatura da pedetista, levando junto cinco prefeitos e uma extensa relação de lideranças espalhadas por diferentes regiões de Pernambuco.

Álvaro Porto, que articulava a indicação de Álvaro Filho para a primeira suplência de Marília, acabou vendo a vaga ser ocupada por Abel Neto, sobrinho do prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral (PDT). O episódio teria sido o estopim para o rompimento e, agora, a reação veio acompanhada de uma lista expressiva de lideranças que decidiram seguir o deputado.

Entre os prefeitos que retiraram o apoio à candidatura de Marília estão Josafá Almeida (PRD), de São Caetano; Sandra Paes (Republicanos), de Canhotinho; Erivaldo Chagas (Republicanos), de Lajedo; Duda Lira (PSDB), de Cupira; e César Freitas (PC do B), de Sanharó.

Mas a movimentação não para nos cinco prefeitos. Em Olinda, o presidente da Câmara de Vereadores, Saulo Holanda (MDB), também acompanha a decisão. Em Quipapá, deixam o projeto de Marília o vice-prefeito João Batista (PSB) e os vereadores Ronaldo Fenômeno (PSB), Rodrigo Correia (Republicanos) e Sandro da Vila (PT).

Em Catende, o grupo que rompe com a candidatura reúne o vice-prefeito Rinaldo Barros (PV) e os vereadores Jorge da Internet (União), Marcílio da Saúde (PSDB), César Barros (PV), Jonas Alves (PSDB), Fernando Enfermeiro (Podemos), Boréu (PV) e Monalisa Carvalho (União).

Na maior cidade do Agreste, Caruaru, o movimento também ganha peso com a saída do grupo liderado pelo ex-deputado e ex-prefeito Tony Gel e por Tonynho, que igualmente deixam de apoiar Marília Arraes.

Em Água Preta, a decisão é acompanhada pelos vereadores Lu do Una City (PSDB) e Bella de Nikollas (PRD). Em Capoeiras, os ex-prefeitos Neide Reino e Neném também passam a integrar o movimento.

Já em Palmares, o grupo liderado por Dgerson Melo e Bernardo Filho adere à decisão de Álvaro Porto, ampliando o alcance político do rompimento na Mata Sul.

A lista segue por outras regiões do Estado. Em Exu, o vereador Duda Mulato (Avante) retira o apoio. Em Lagoa de Itaenga, os vereadores Clécia do Moinho (PSB) e Clécio do Moinho (PSB), além do ex-candidato a prefeito Maninho, também acompanham a decisão.

Em Sertânia, o vereador Niltinho (União) deixa o grupo de apoio a Marília. Em Lagoa dos Gatos, o empresário Boró e o vereador Neto Morais (SD) também passam a integrar a movimentação.

Na Região Metropolitana, o vereador Fabiano Paz (PSB), de Paulista, segue o mesmo caminho. E em Panelas, o movimento reúne o ex-vice-prefeito Genilson Lucena, os vereadores Joelmo do Alfaiate (PSDB) e Zé Júlio (MDB) e os ex-vereadores Mica e Ezequias.

NA LUPA

O que chama atenção nesse episódio é que Álvaro Porto não apenas anunciou sua saída do projeto de Marília Arraes: levou consigo uma parcela importante da rede política que sustentava a candidatura em diferentes municípios.

A lista reúne prefeitos, vice-prefeitos, presidentes de Câmara, vereadores, ex-prefeitos, ex-vereadores, empresários e lideranças políticas. É um movimento com capilaridade municipal e que atinge principalmente regiões estratégicas do Estado.

Politicamente, a mensagem transmitida pelo grupo é clara: a disputa pela vaga no Senado entrou em uma nova fase e os acordos para a composição da chapa passaram a ter peso decisivo na movimentação das bases.

O próprio Álvaro Porto fez questão de separar a ruptura com Marília Arraes da aliança com João Campos (PSB). Segundo a nota divulgada pelo grupo, os prefeitos, Álvaro Porto, Gabriel Porto e as demais lideranças permanecem unidos em torno do projeto do ex-prefeito do Recife para o Governo de Pernambuco.

Ou seja: a ruptura é direcionada à candidatura de Marília, não ao projeto majoritário de João Campos.

O episódio deixa ainda mais evidente como a montagem das chapas majoritárias em Pernambuco está provocando rearranjos nos municípios. E, nesse caso específico, Álvaro Porto conseguiu transformar uma divergência sobre suplência em um movimento político que reúne cinco prefeitos e dezenas de lideranças.

Para Marília Arraes, a baixa não é apenas numérica. É territorial e política, porque atinge grupos organizados em municípios de diferentes regiões e demonstra que a disputa pelo Senado está provocando uma intensa reorganização das alianças locais.

Se quiser, também posso transformar essa versão em uma matéria mais ácida e com título ainda mais forte para o Blog do Edney, mantendo o estilo “Na Lupa”.

Nenhum comentário: