As primeiras definições começam a ganhar forma e indicam uma divisão territorial cuidadosamente articulada. Em São Bento do Una, a tendência é que o deputado federal Fernando Filho (União Brasil) passe a concentrar o apoio político do grupo. Já em Tacaimbó, a responsabilidade deverá ficar com a candidata a deputada federal Juliana de Chaparral (União Brasil), que amplia sua presença no Agreste.
Em Bezerros, a base deverá ser destinada ao deputado federal Ricardo Teobaldo (Podemos), enquanto o presidente estadual do PL, Anderson Ferreira, aparece como o principal beneficiado nas cidades de Cupira e Vertentes, fortalecendo sua estratégia de votação no interior.
Uma das mudanças de maior repercussão acontece em Belo Jardim. O deputado federal Augusto Coutinho (Republicanos) deverá assumir o espaço político anteriormente ligado a Mendonça Filho. A escolha tem um componente familiar e político de peso, já que Augusto é cunhado do candidato ao Senado, reforçando a integração entre os grupos e a confiança na manutenção da base eleitoral da região.
Apesar das definições já estarem em andamento, o desenho ainda não é considerado definitivo. Isso porque uma eventual candidatura do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), à Câmara dos Deputados poderá provocar uma nova redistribuição dessas bases. Caso entre na disputa por uma vaga de deputado federal, Miguel passará a dividir o mesmo espaço político com outros nomes do bloco aliado, exigindo novos entendimentos para acomodar os interesses eleitorais.
Nos bastidores, a avaliação é de que as próximas semanas serão decisivas para consolidar os acordos e evitar sobreposição de candidaturas dentro da mesma aliança. A engenharia política montada em torno da candidatura de Mendonça Filho ao Senado demonstra que, além da disputa majoritária, a corrida pelas bases eleitorais será um dos principais desafios da campanha de 2026 em Pernambuco.
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