sexta-feira, 21 de agosto de 2026

DATAFOLHA SACODE A ELEIÇÃO EM PERNAMBUCO: RAQUEL LIDERA COM 47% E JOÃO CAMPOS APARECE COM 40%

A nova pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21) mexe no tabuleiro da sucessão estadual e coloca a governadora Raquel Lyra (PSD) na liderança da disputa pelo Governo de Pernambuco. No cenário estimulado, Raquel aparece com 47% das intenções de voto, enquanto o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) registra 40%.

A diferença é de sete pontos percentuais. Como a margem de erro é de três pontos para mais ou para menos, o levantamento mostra uma vantagem numérica de Raquel que vai além de uma simples oscilação dentro da margem. A pesquisa ouviu 1.204 eleitores entre os dias 18 e 21 de agosto e está registrada no TSE sob o número PE-01528/2026. 

O dado ganha ainda mais peso porque este é o primeiro Datafolha realizado depois do início oficial da campanha eleitoral, em 16 de agosto. Ou seja, o levantamento começa a captar o ambiente eleitoral já com os candidatos nas ruas, comícios, caminhadas, propaganda e articulações políticas em andamento.

RAQUEL MANTÉM A LIDERANÇA E JOÃO RECUA

Apesar de Raquel ter aparecido com 48% no levantamento anterior do Datafolha e agora marcar 47%, João Campos passou de 42% para 40%. Na prática, a governadora oscilou um ponto para baixo, enquanto o socialista caiu dois. Como as variações individuais estão dentro da margem de erro, é preciso cautela para não transformar os números em uma tendência definitiva. O que efetivamente mudou foi a distância entre os dois: de seis para sete pontos.

O cenário, portanto, não autoriza falar em eleição liquidada. Mas revela uma fotografia importante: Raquel chega a este momento da campanha numericamente à frente e com uma vantagem que merece atenção dos dois grupos políticos.

APROVAÇÃO DE RAQUEL É UM DOS PONTOS CENTRAIS

Outro número que ajuda a compreender o cenário é a avaliação do governo.

Segundo o Datafolha, 66% aprovam a gestão Raquel Lyra, enquanto 29% desaprovam. Na avaliação administrativa, 50% classificam o governo como ótimo ou bom, 30% como regular e 18% como ruim ou péssimo. 

Esse dado é politicamente relevante porque mostra que a governadora entra na reta inicial da campanha com uma aprovação superior ao percentual de intenção de voto que possui. Isso significa que existe, matematicamente, um contingente de eleitores que aprova sua administração, mas ainda não necessariamente declara voto nela.

É justamente aí que a campanha pode ganhar uma nova dimensão: transformar aprovação administrativa em voto.

REJEIÇÃO É UM ALERTA PARA JOÃO

Na rejeição, João Campos aparece com 32%, enquanto Raquel Lyra registra 29%. A diferença é de três pontos, exatamente dentro da margem de erro. 

O dado merece ser observado porque rejeição é um dos indicadores capazes de influenciar o espaço de crescimento de uma candidatura ao longo da campanha. Quanto maior o eleitorado que afirma não votar em determinado candidato de jeito nenhum, maior tende a ser a necessidade de ampliar a capacidade de diálogo com os demais segmentos.

ESPONTÂNEA MOSTRA OUTRA FOTOGRAFIA

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Raquel também aparece na frente: 39% contra 26% de João Campos. O levantamento mostra ainda 25% de indecisos nesse formato. 

Esse número chama atenção porque a espontânea costuma revelar o grau de presença dos candidatos na memória do eleitor sem o estímulo da lista de nomes.

Mesmo assim, os 25% de indecisos mostram que ainda existe uma parcela expressiva do eleitorado que não consolidou sua escolha.

O QUE O DATAFOLHA DIZ SOBRE A ELEIÇÃO

A fotografia apresentada pelo Datafolha é clara: Raquel Lyra lidera, João Campos está em segundo e existe uma distância de sete pontos entre os dois na pesquisa estimulada.

Mas a eleição ainda está em fase inicial. A campanha começou oficialmente há poucos dias e ainda haverá televisão, rádio, debates, eventos, ataques, respostas, alianças e uma longa disputa pela parcela do eleitorado que permanece indecisa.

Outro ponto importante é que os demais candidatos aparecem com apenas 1% cada: Ivan Moraes (PSOL), Renan Hallais (Missão), Camila Falcão (UP) e Guilherme Fonseca (PSTU). Victor Assis (PCO) e Professor Jeremias do Banco (Democrata) não pontuaram. Brancos, nulos e nenhum somam 5%, enquanto 4% não sabem em quem votar. 

NA LUPA

O Datafolha coloca uma nova peça sobre a mesa da eleição pernambucana.

Raquel Lyra chega ao segundo levantamento do instituto no ano eleitoral mantendo a liderança e, principalmente, com aprovação de 66%. João Campos, por sua vez, aparece com 40% e precisa lidar com uma rejeição numericamente maior que a da adversária.

Isso não significa que a eleição esteja definida. Longe disso.

O que a pesquisa mostra é que o jogo mudou de temperatura. A disputa que já vinha sendo acompanhada ponto a ponto agora apresenta Raquel com uma vantagem de sete pontos na estimulada.

Para João Campos, o desafio é reduzir essa distância e ampliar seu eleitorado. Para Raquel, o desafio é converter a liderança das pesquisas em consolidação eleitoral e evitar que a campanha adversária consiga alterar a fotografia nas próximas semanas.

Em uma eleição que promete ser longa e disputada, o Datafolha entrega um recado objetivo: neste momento, Raquel Lyra está na frente. E a corrida pelo Governo de Pernambuco entra em uma nova fase.

A análise acima é uma leitura jornalística dos números publicados por terceiros e não representa preferência, avaliação ou recomendação de voto entre os candidatos.

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