A fotografia estava armazenada no celular de Weverton Rocha e foi divulgada pela revista Piauí. A repercussão aumentou porque o senador e o advogado estão entre os nomes alcançados pelas investigações da Polícia Federal.
Diante da exposição da imagem, Ramagem decidiu se manifestar. O ex-deputado afirmou que o registro foi feito durante um evento social e ressaltou que esposas e filhos dos participantes também estavam presentes. A tentativa foi contextualizar a fotografia e afastar qualquer interpretação de que o encontro, por si só, representaria uma relação política ou financeira entre os envolvidos.
Além de Ramagem e Weverton, aparecem na fotografia Arthur Lira, Elmar Nascimento, Paulo Azi, Juscelino Filho, Efraim Filho e Ângelo Coronel. A presença de tantos nomes conhecidos da política nacional acabou dando ainda mais repercussão ao episódio.
Ramagem também destacou que Willer Tomaz atua profissionalmente para clientes de diferentes correntes políticas. Segundo ele, o advogado representa parlamentares de direita, esquerda e centro, além de empresas brasileiras e estrangeiras.
O ex-deputado aproveitou ainda para reafirmar que defende investigações consideradas sérias, mas disse que continuará contestando aquilo que entender como errado ou sem respaldo legal.
O caso ganhou uma dimensão ainda maior porque documentos da Polícia Federal apontam supostos pagamentos realizados pelo escritório de Willer Tomaz à Samya Lorene de Oliveira Bernardes Rocha, esposa do senador Weverton Rocha. A PF investiga a origem e a movimentação desses recursos dentro de uma apuração que envolve suspeitas de ocultação ou dissimulação de valores relacionados a possíveis crimes antecedentes.
A fotografia, entretanto, não comprova, por si só, qualquer participação dos demais políticos que aparecem no registro nas irregularidades investigadas. A imagem passou a chamar atenção principalmente pelo contexto em que veio a público e pela presença de um advogado que atualmente está no radar da Polícia Federal.
Ramagem está nos Estados Unidos após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal no processo relacionado à trama golpista. Na manifestação sobre a fotografia, também afirmou que muitos dos políticos presentes deverão participar da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026.
O episódio coloca novamente nos holofotes uma fotografia antiga que, até então, poderia ser vista apenas como um registro de um encontro social. Agora, diante das investigações envolvendo um dos participantes, a imagem ganhou novo significado político e passou a circular intensamente nos bastidores de Brasília.
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