Durante entrevista coletiva concedida após a convenção do PSB, João foi provocado pela imprensa sobre a possibilidade de Miguel integrar seu projeto político. Sem citar o nome do ex-prefeito diretamente, o socialista preferiu adotar um discurso de unidade e deixou evidente que seu grupo está disposto a receber novas lideranças.
Segundo João Campos, a estratégia de sua campanha sempre foi construir pontes, evitando ataques pessoais e priorizando o diálogo político. O candidato afirmou que seu grupo trabalhou ao longo de todo o processo eleitoral para ampliar alianças e reforçou que continuará seguindo essa mesma linha durante a campanha.
"A gente tá aqui hoje para celebrar nossa eleição, e estamos aqui para dizer que nossa política é de somar, de juntar. Fizemos esse tempo todo uma construção, unindo nosso grupo. Vocês não me viram falando mal de ninguém ou criticando uma condução política, gastando nosso tempo somando, e estamos prontos para acolher uma liderança, um presidente de partido, para construir e somar", declarou.
A fala ganhou repercussão justamente no momento em que Miguel Coelho vive um período de indefinição política. Após não ser escolhido para disputar o Senado na chapa governista, o ex-prefeito de Petrolina viu o União Brasil romper com a aliança que mantinha com Raquel Lyra, alimentando especulações sobre os próximos passos do grupo político liderado pelos Coelho.
Embora João Campos tenha evitado mencionar Miguel nominalmente, o recado foi interpretado nos bastidores como um gesto de abertura para um eventual diálogo. Resta saber se o movimento encontrará reciprocidade ou se o União Brasil seguirá outro caminho na disputa eleitoral deste ano.
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