A posição de Miguel contrasta com a nota divulgada pelo União Brasil no último sábado, que colocava em dúvida o apoio à chapa majoritária governista. Nesta terça-feira (4), o dirigente afirmou que a prioridade é manter o compromisso firmado com Raquel Lyra e defendeu que o projeto político do Estado deve prevalecer sobre interesses individuais.
Segundo Miguel, a decisão demonstra responsabilidade política e compromisso com Pernambuco. Ele ressaltou que jamais faria uma mudança brusca de posicionamento apenas por conveniência eleitoral e afirmou acreditar que os indicadores da atual gestão justificam a continuidade do apoio à governadora.
Outro assunto abordado pelo ex-prefeito de Petrolina foi a aproximação feita pela candidata ao Senado Marília Arraes (PDT). Miguel confirmou que houve conversas envolvendo uma possível composição que teria o ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) como suplente, mas garantiu que as tratativas não avançaram. De acordo com ele, tudo não passou de especulações e reiterou que, apesar das divergências políticas, o respeito entre adversários deve ser preservado.
Miguel também procurou minimizar a repercussão da fala do prefeito de Araripina, Evilásio Mateus (PDT), durante a convenção do PSB, quando afirmou que estaria "abrindo a porteira" para uma reaproximação do grupo Coelho com João Campos. O presidente estadual do União Brasil classificou a declaração como uma posição exclusivamente pessoal do gestor e destacou que os prefeitos ligados ao partido permanecem comprometidos com a campanha de reeleição de Raquel Lyra.
Apesar da reafirmação da aliança com o Governo do Estado, Miguel deixou evidente o desconforto com a indicação de Eduardo da Fonte para disputar uma das vagas ao Senado pela Federação União Progressista. Sem confirmar apoio ao parlamentar do PP, afirmou que a convenção da federação serviria para esclarecer como funcionará, na prática, a convivência entre os dois partidos que compõem a aliança nacional.
Em outro momento, Miguel ironizou a ausência do presidente nacional da federação, Antônio Rueda, na convenção estadual, limitando-se a dizer que o dirigente "tem mais o que fazer". Enquanto isso, o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, confirmou presença para prestigiar a candidatura de Eduardo da Fonte.
Questionado sobre seu futuro político, Miguel Coelho revelou que vem sendo incentivado a disputar uma vaga na Câmara Federal nas eleições deste ano. No entanto, afirmou que qualquer decisão será construída em conjunto com seu grupo político, especialmente porque seu irmão, o deputado federal Fernando Filho, tentará renovar o mandato. Segundo Miguel, uma eventual candidatura só acontecerá se contribuir para fortalecer o União Brasil e ampliar a representação da legenda em Pernambuco.
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