segunda-feira, 31 de agosto de 2026

NA LUPA: FESTIVAL VINHOS E QUEIJOS ESTREIA EM GARANHUNS, MOVIMENTA A PRAÇA MESTRE DOMINGUINHOS E ENTREGA TRÊS DIAS DE MÚSICA, SABORES E EXPERIÊNCIAS

Primeira edição reuniu grandes nomes da música, produtores, sommeliers, degustações e público em uma programação que colocou gastronomia e cultura no centro das atenções

Garanhuns fechou o mês de agosto com uma nova experiência no calendário de eventos da cidade. De sexta-feira (28) a domingo (30), a Praça Mestre Dominguinhos foi transformada em um grande ponto de encontro entre música, gastronomia, vinhos, queijos, produtores e público com a realização da primeira edição do Festival Vinhos e Queijos de Garanhuns.

E, na lupa, o que chama atenção é justamente a proposta de sair do modelo tradicional de evento exclusivamente musical e apostar na combinação entre gastronomia, turismo, cultura e entretenimento.

Durante três dias, a cidade recebeu uma programação que misturou shows de artistas de diferentes gerações com degustações, encontros com produtores, experiências gastronômicas e Masterclasses comandadas por especialistas do setor.

SEXTA-FEIRA: A ESTREIA

A sexta-feira (28) marcou a abertura oficial do festival. A Praça Mestre Dominguinhos recebeu o público para a primeira noite de uma programação pensada para unir música e experiências gastronômicas.

No palco, a noite começou com Éberson Ávila, seguido por José Augusto e Vitor Fernandes.

A mistura de estilos já dava o tom do que seria o festival: diferentes públicos compartilhando o mesmo espaço e uma programação que não ficou presa a apenas um segmento musical.

Enquanto os artistas se revezavam no palco, os espaços gastronômicos e os estandes de produtores também movimentavam a praça, colocando vinhos, queijos e outros produtos selecionados no centro da experiência.

Foi o primeiro passo de uma programação que ainda teria mais dois dias pela frente.

SÁBADO: MÚSICA, EMOÇÃO E ENCONTROS

No sábado (29), o festival ganhou ainda mais força.

A programação musical começou com Pedrinho Pontes, que abriu a segunda noite levando sua musicalidade ao palco da Praça Mestre Dominguinhos.

Na sequência, foi a vez de Kell Smith. A cantora apresentou um repertório conhecido do público e protagonizou um dos momentos especiais da noite ao dividir o palco com Lili Novaes.

O encontro entre as artistas acrescentou um ingrediente especial à programação e reforçou uma das características que marcaram o festival: a valorização dos encontros.

Na sequência, veio um dos nomes mais conhecidos da noite.

Jorge Vercillo encerrou a programação musical do sábado levando ao palco sucessos que atravessam gerações. A apresentação fez a praça cantar junto e colocou um clima de nostalgia e emoção no encerramento da segunda noite.

Mas o sábado não foi apenas de música.

Ao longo do dia e da noite, o público também teve acesso às experiências gastronômicas e às atividades relacionadas ao universo dos vinhos.

CONHECIMENTO TAMBÉM ENTROU NA TAÇA

Um dos diferenciais do festival esteve justamente na programação de Masterclasses.

A proposta foi transformar o evento em mais do que um espaço para beber vinho e ouvir música. A ideia foi também apresentar ao público informações, histórias e características dos produtos e das regiões produtoras.

As atividades foram conduzidas pelos sommeliers Anna Costa e Gilvan Passos, que apresentaram diferentes experiências envolvendo vinhos nacionais e internacionais.

Anna Costa comandou encontros dedicados aos Vinhos do Brasil, Vinhos da Argentina, Vinhos do Chile, Vinícola Mello, Vinícola Vale das Colinas e La Pastina Importadora.

Já Gilvan Passos conduziu atividades relacionadas à World Wine Importadora, aos Vinhos da Itália e aos Vinhos do Vale do São Francisco.

Na prática, o público teve a oportunidade de conhecer diferentes rótulos, regiões e produtores, ampliando a experiência para além da degustação.

DOMINGO: O GRANDE ENCERRAMENTO

Chegou o domingo (30), último dia da primeira edição.

A programação musical começou com Mirelly Araújo, responsável por abrir a noite de encerramento.

Depois, o palco recebeu Nando Reis.

Com uma trajetória consolidada na música brasileira, o cantor e compositor apresentou um repertório marcado por canções conhecidas e por uma relação direta com o público. Foi um dos grandes momentos da noite e ajudou a dar ao encerramento um tom especial.

Para fechar a programação musical, entrou em cena Leo Foguete.

Com uma proposta mais contemporânea e muita energia no palco, o artista encerrou os shows da primeira edição do festival.

E assim, depois de três dias, a Praça Mestre Dominguinhos fechou as portas de uma programação que buscou combinar sabores, música e conhecimento.

NA LUPA: MAIS QUE UM EVENTO DE TRÊS DIAS

O ponto que merece ser observado é que o Festival Vinhos e Queijos não se limitou à contratação de artistas para movimentar a praça.

A proposta foi criar uma experiência diferente, aproximando produtores, expositores, sommeliers e consumidores.

Os estandes possibilitaram o contato direto do público com os produtos e com quem está por trás da produção. Vinhos, queijos e outros itens selecionados passaram a dividir espaço com os artistas e com a programação cultural.

Esse contato direto também ajuda a criar uma relação diferente com o produto. Em vez de simplesmente consumir, o visitante pode conhecer a origem, ouvir histórias e descobrir novos sabores.

Para Garanhuns, uma cidade que já possui forte vocação turística e cultural, a iniciativa também abre uma nova possibilidade de exploração do chamado turismo de experiência.

UMA NOVA EXPERIÊNCIA NO CALENDÁRIO DE GARANHUNS

A primeira edição terminou, mas deixa uma pergunta natural no ar: será que o Festival Vinhos e Queijos veio para ficar?

A julgar pela proposta, existe espaço para isso.

Garanhuns já possui uma marca consolidada quando o assunto é cultura, música e grandes eventos. Acrescentar a gastronomia e o universo dos vinhos a esse cardápio significa ampliar o leque de experiências oferecidas ao visitante.

Na primeira edição, a fórmula foi colocada à prova: música, gastronomia, conhecimento, produtores e público no mesmo ambiente.

De sexta a domingo, a Praça Mestre Dominguinhos foi palco dessa experiência.

E, na leitura da Na Lupa, o principal legado da estreia talvez esteja justamente aí: mostrar que Garanhuns pode continuar criando novos produtos turísticos e culturais sem abandonar aquilo que já faz parte da identidade da cidade.

Entre uma taça, uma degustação, uma Masterclass e um show, o festival fechou sua primeira edição deixando uma nova possibilidade no calendário de eventos do município.

Agora, resta saber se a primeira edição foi apenas uma estreia ou o começo de uma tradição.

Fotos: Ailton Vieira, Vinícius Vilela, Wedson Gonçalves, Jackson Fortunato e Hilton Marques (PMG).

Da redação | Blog do Edney

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