Pernambuco entra em uma nova etapa do calendário eleitoral com a apresentação oficial das diretrizes que devem nortear um eventual segundo mandato da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD). O plano de governo foi protocolado no sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reunindo mais de 100 páginas entre ações já realizadas, projetos em andamento e compromissos para os próximos quatro anos.
Com o conceito “Uma transformação que não pode parar”, o documento aposta na continuidade das políticas implementadas desde 2023 e coloca grandes obras de infraestrutura, saúde, educação, segurança, abastecimento de água, habitação, inovação e geração de emprego e renda entre as prioridades.
Na avaliação apresentada pela governadora, Pernambuco viveu uma mudança de rota nos últimos anos e precisa manter o ritmo de investimentos e execução de projetos estruturadores.
“Os próximos quatro anos vão definir os nossos próximos 50 anos. Já fizemos muita coisa boa, e a gente reconhece, em cada recanto do nosso Estado, obras e ações da nossa gestão. Por isso, o trabalho precisa continuar e não vamos permitir que o retrocesso volte a assolar Pernambuco”, afirmou Raquel Lyra.
A governadora também destacou que o plano foi construído a partir de um processo de escuta envolvendo diferentes setores da sociedade e pessoas que acompanham de perto os desafios do Estado.
Entre os projetos de maior impacto previstos para o próximo ciclo estão o Arco Metropolitano, a duplicação da BR-232, a Transnordestina e a conclusão da requalificação do Hospital da Restauração. A proposta apresentada pelo grupo também pretende avançar na interiorização do desenvolvimento, ampliando investimentos e fortalecendo atividades econômicas fora da Região Metropolitana.
A educação aparece entre os principais eixos. O plano prevê a conclusão e equipagem das 250 creches em parceria com os municípios, com a criação de 60 mil vagas na educação infantil, além do fortalecimento das ações de alfabetização na idade certa e de políticas destinadas a reduzir as desigualdades educacionais entre as regiões pernambucanas.
Na saúde, a proposta aponta para a continuidade da reestruturação da rede hospitalar de média e alta complexidade, além da modernização tecnológica e da transformação digital dos serviços públicos. O abastecimento de água também ocupa espaço estratégico, com a previsão de ampliação da cobertura e conclusão de grandes adutoras destinadas principalmente ao Agreste e ao Sertão.
Na segurança pública, Raquel e Priscila Krause defendem a expansão do Juntos Pela Segurança, com reforço da capacidade operacional, inteligência e infraestrutura das forças policiais. O plano também prevê ações para enfrentar o déficit de vagas no sistema prisional e ampliar as políticas de prevenção à violência e de ressocialização.
Outro eixo de destaque é o Morar Bem Pernambuco, que, segundo o plano, deverá ser consolidado e ampliado como uma das principais políticas habitacionais do Estado, com foco na redução do déficit habitacional e na garantia de moradia digna.
No campo econômico, a estratégia mira a consolidação de Pernambuco como maior polo de inovação e da nova economia do Nordeste até 2030, combinando grandes investimentos, fortalecimento dos arranjos produtivos locais, apoio à agricultura familiar e estímulo à geração de emprego e renda.
A Transnordestina também aparece como peça central dessa estratégia, principalmente pela possibilidade de ampliar a integração logística, facilitar o escoamento da produção e criar condições para a chegada de novos investimentos.
O documento ainda contempla a modernização do transporte público da Região Metropolitana do Recife, a integração das periferias às dinâmicas urbanas, o fortalecimento das políticas de proteção às mulheres e a valorização da cultura e da economia criativa como instrumentos de desenvolvimento e atração de turistas.
A vice-governadora e candidata à reeleição, Priscila Krause, destacou o papel da gestão de Raquel na recuperação da confiança entre o Estado, municípios, setor produtivo e população.
Segundo Priscila, o plano representa o resultado de um processo de diálogo e de uma estratégia que pretende manter o ritmo de execução adotado desde o início da atual administração.
O conjunto de propostas, portanto, apresenta uma linha de continuidade para um eventual segundo mandato, com a aposta de que obras iniciadas, programas estruturantes e políticas públicas implantadas desde 2023 possam avançar para uma nova fase.
Entre os 20 principais compromissos apresentados estão:
A modernização tributária e o fortalecimento do ambiente de negócios; a conclusão das 250 creches e criação de 60 mil vagas; a consolidação de Pernambuco como polo de inovação e economia do Nordeste; a execução do Arco Metropolitano e da duplicação da BR-232; o fortalecimento da alfabetização infantil; o incentivo à agricultura familiar; a reestruturação da rede hospitalar; a transformação digital da saúde; a ampliação do abastecimento de água; a conclusão das grandes adutoras do Agreste e Sertão; a expansão do Juntos Pela Segurança; a eliminação do déficit de vagas no sistema prisional; o fortalecimento das políticas de prevenção à violência; a ampliação do Morar Bem Pernambuco; a modernização da rede de proteção às mulheres; o avanço da Transnordestina; a modernização do transporte público do Recife e Região Metropolitana; a interiorização do desenvolvimento; o fortalecimento da cultura e economia criativa; e a ampliação da infraestrutura e integração das periferias.
Com o plano protocolado oficialmente, Raquel Lyra coloca no centro da disputa eleitoral a ideia de continuidade administrativa, apresentando os próximos quatro anos como uma etapa destinada a consolidar obras, programas e investimentos iniciados durante o primeiro mandato.
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