sábado, 22 de agosto de 2026

RAQUEL ACIONA JUSTIÇA CONTRA VEREADOR DE ANGELIM POR VIOLÊNCIA POLÍTICA E DE GÊNERO

Da REDAÇÃO - Blog do Edney 

A campanha eleitoral em Pernambuco começa a ganhar contornos cada vez mais acirrados, e o vereador Maurílio Cavalcanti, de Angelim, acabou entrando no radar da Justiça Eleitoral após declarações dirigidas à governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD).

A defesa de Raquel apresentou uma representação criminal contra o parlamentar, acusando-o de violência política e de gênero. O motivo foi um discurso feito pelo vereador na Câmara Municipal, no qual ele se referiu à governadora como “louca” e ainda afirmou que “o dia dela tá chegando”, numa declaração carregada de tom político e pessoal.

Maurílio também disse que Raquel deixaria o Governo de Pernambuco no dia 1º de janeiro. Até aí, fazer oposição, criticar governo e defender uma mudança de poder faz parte do jogo democrático. O problema, segundo a defesa da governadora, estaria na forma escolhida pelo vereador para atacar uma mulher que ocupa o principal cargo político do Estado.

A representação se baseia na Lei nº 14.192/2021 e no artigo 326-B do Código Eleitoral, dispositivos que tratam da violência política contra a mulher e da violência política de gênero.

E aqui está o ponto que merece atenção: discordar de Raquel Lyra é absolutamente legítimo. Atacar suas decisões administrativas também faz parte da democracia. Transformar uma divergência política em ofensa pessoal, utilizando termos pejorativos relacionados à condição de mulher, é outra história.

O vereador pode ser contra Raquel, pode trabalhar pela derrota dela, pode subir à tribuna e fazer críticas duras ao Governo. O que não pode, segundo a legislação eleitoral invocada pela defesa, é confundir liberdade de expressão com licença para desqualificar pessoalmente uma mulher na arena política.

A política pernambucana já é conhecida pelo tom elevado dos embates. Mas há uma diferença entre fazer oposição e perder a compostura. Quando o discurso abandona propostas, números, resultados e críticas à gestão para partir para ataques pessoais, quem acaba sendo colocado em xeque não é apenas o adversário, mas o próprio nível do debate político.

Agora, caberá à Justiça Eleitoral analisar o caso e dizer se as declarações ultrapassaram os limites permitidos pela legislação.

Uma coisa, porém, já ficou evidente: na eleição de 2026, parece que tem gente descobrindo da pior maneira que microfone de Câmara não é salvo-conduto para falar qualquer coisa. E crítica política, por mais dura que seja, não precisa vir acompanhada de baixaria.

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