sexta-feira, 7 de agosto de 2026

RAQUEL LYRA REFORÇA TÚLIO GADELHA E EDUARDO DA FONTE PARA O SENADO E DIZ QUE MENDONÇA TOMOU DECISÃO SOZINHO

A governadora Raquel Lyra (PSD) deixou claro que o deputado federal Mendonça Filho (PL) não faz parte de sua chapa para o Senado Federal nas eleições de outubro. Em entrevista à CNN, nesta quinta-feira (6), a governadora reforçou os nomes de Túlio Gadelha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP) como os candidatos de sua majoritária e afirmou que Mendonça disputará de forma independente.

“A gente apresenta uma chapa que tem o seu DNA nessa entrega que nós estamos fazendo ao nosso estado dentro da construção do nosso grupo político. O PL lança um candidato avulso. Tenho todo o respeito por Mendonça, mas ele não é o nosso candidato a senador da República. Os nossos dois senadores estão colocados”, afirmou Raquel.

Mendonça Filho anunciou sua candidatura ao Senado sem consultar previamente a governadora, mas mantém o discurso de apoio à reeleição de Raquel para o Governo de Pernambuco. O movimento ganhou força depois que Miguel Coelho (União Brasil) retirou seu nome da disputa pelo Senado e passou a apoiar Mendonça.

Mesmo com o novo cenário, Raquel fez questão de destacar que Miguel continua integrado ao seu projeto político e apoia sua candidatura à reeleição. Segundo a governadora, o ex-prefeito de Petrolina reafirmou esse posicionamento durante a convenção realizada nesta semana.

“Miguel Coelho coloca-se agora, inclusive durante a convenção realizada ontem, que apoia a nossa reeleição, por entender que o processo de mudança que iniciou no nosso estado”, destacou a governadora.

A movimentação evidencia uma situação curiosa dentro da aliança de Raquel Lyra. Embora Miguel Coelho esteja no palanque da governadora para a disputa pelo Palácio do Campo das Princesas, seu apoio para o Senado está direcionado a Mendonça Filho, que não integra oficialmente a chapa majoritária de Raquel.

Mendonça, inclusive, foi um dos principais articuladores da aproximação entre Miguel Coelho e Raquel Lyra. A aliança ganhou força depois que Miguel deixou o campo político de João Campos (PSB) e passou a integrar o grupo da governadora.

Com a definição de Túlio Gadelha e Eduardo da Fonte como seus candidatos ao Senado, Raquel deixa evidente que pretende manter o controle da composição de sua chapa, mesmo diante de movimentos independentes de partidos e lideranças que integram ou já integraram sua base.

Na entrevista, a governadora também manteve o discurso de neutralidade em relação à disputa presidencial. Raquel afirmou que não pretende transformar a eleição estadual em uma extensão da polarização nacional e destacou que mantém diálogo com lideranças de diferentes partidos.

“Eu sempre tenho a preocupação da gente não buscar trabalhar rótulos. Eu tenho pessoas que voltam conosco, que estão dentro do PT e que estão em todos os partidos políticos do Brasil”, afirmou.

O cenário mostra que a eleição de 2026 em Pernambuco terá uma disputa majoritária marcada por alianças complexas, com apoios cruzados e candidaturas ao Senado que nem sempre estarão alinhadas integralmente às chapas que disputam o Governo do Estado.

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