sábado, 1 de agosto de 2026

UNIÃO BRASIL OFICIALIZA ROMPIMENTO COM CHAPA DE RAQUEL LYRA E APROFUNDA CRISE NA FEDERAÇÃO

A convenção estadual do União Brasil, realizada neste sábado (1º), confirmou o que já era esperado nos bastidores da política pernambucana: o partido decidiu não integrar a chapa majoritária da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD). A decisão ocorre poucas horas depois da retirada da candidatura de Miguel Coelho ao Senado, movimento que abriu espaço para a consolidação do nome do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) como candidato da federação à Casa Alta.

O posicionamento do União Brasil foi respaldado pelo presidente nacional da legenda, Antonio Rueda, e representa o primeiro desdobramento político concreto da mudança na composição da chapa governista. Embora Miguel Coelho tenha divulgado um vídeo nas primeiras horas do dia reafirmando apoio pessoal à reeleição de Raquel Lyra e orientando seu grupo político a permanecer ao lado da governadora, a direção estadual do partido optou por outro caminho.

Em nota oficial, a legenda informou que a convenção aprovou por unanimidade a chapa de candidatos proporcionais que será submetida à Convenção da Federação União Progressista. No entanto, em relação à disputa majoritária, o entendimento foi diferente.

Segundo o comunicado, "diante da retirada da postulação ao Senado Federal e por orientação expressa da Direção Nacional do União Brasil, a Convenção deliberou pela não formação de coligação para os cargos de Governador e Senador no Estado de Pernambuco".

A nota vai além e admite, de forma explícita, o impasse interno vivido pela Federação União Progressista em Pernambuco. "A deliberação evidencia a divergência atualmente existente no âmbito da Federação em Pernambuco. O União Brasil manterá a posição aprovada por sua Convenção Estadual e defenderá esse entendimento perante as instâncias competentes da Federação", diz o documento assinado por Antonio Rueda e pelo secretário-geral do União Brasil em Pernambuco, Carlos Andrade Lima.

A decisão amplia a tensão entre PP e União Brasil dentro da federação, justamente no momento em que Raquel Lyra buscava consolidar um discurso de unidade em torno de sua candidatura. Embora Miguel Coelho mantenha o apoio político à governadora, a posição institucional do União Brasil deixa claro que o partido não acompanhará oficialmente a chapa majoritária, abrindo um novo capítulo nas disputas internas da União Progressista às vésperas do início da campanha eleitoral.

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