sábado, 26 de setembro de 2026

A OITO DIAS DA URNA, DATATRENDS MOSTRA RAQUEL NA FRENTE E APROVAÇÃO VIRA TRUNFO NA RETA FINAL

Governadora aparece com 46% contra 41% de João Campos e mantém 62% de aprovação. A fotografia da reta final mostra uma disputa apertada, mas também revela um dado que não pode ser ignorado: a maioria dos pernambucanos ouvidos aprova a gestão Raquel Lyra

A oito dias da eleição, a nova pesquisa DataTrends, divulgada neste sábado (26), coloca mais uma vez a governadora Raquel Lyra (PSD) na dianteira da disputa pelo Governo de Pernambuco.

Raquel aparece com 46% das intenções de voto, enquanto João Campos (PSB) registra 41%. A diferença é de cinco pontos percentuais.

Mas o número que talvez mereça mais atenção na reta final não esteja apenas na corrida eleitoral. Está na avaliação do governo.

Raquel chega aos últimos dias da campanha com 62% de aprovação da sua administração. Apenas 25% dizem desaprovar, segundo o levantamento.

E aí está um dos principais elementos da fotografia apresentada pelo DataTrends.

Raquel não está apenas liderando numericamente a disputa. Ela chega à semana decisiva com uma avaliação positiva do governo que alcança quase dois terços dos entrevistados.

É um dado particularmente relevante para uma candidata que tenta a reeleição. O eleitor não está avaliando somente uma promessa de governo para os próximos quatro anos, mas também aquilo que considera ter sido entregue durante o atual mandato.

Claro que aprovação de governo não significa automaticamente intenção de voto. Eleições são decididas por voto, e não por índice de aprovação. Mas seria impossível analisar uma candidatura à reeleição ignorando um indicador de 62% de aprovação.

Outro ponto chama atenção.

Na pesquisa anterior do DataTrends, Raquel aparecia com 46% e João Campos com 38%. Agora, Raquel permanece com os mesmos 46%, enquanto João avança para 41%.

Ou seja: a governadora preserva seu percentual, enquanto o adversário reduz a distância.

A diferença, que era de oito pontos, passou para cinco.

Isso mostra que a eleição chega à última semana em cenário de disputa mais apertada. João cresceu no levantamento, mas Raquel continua ocupando a primeira posição na pesquisa.

Nos votos válidos, a governadora aparece com aproximadamente 52,3%, contra 46,6% de João Campos.

Na pesquisa espontânea, quando o eleitor não recebe a lista de candidatos, Raquel também aparece numericamente à frente: 30% contra 25% de João.

E existe outro dado relevante para entender a força eleitoral das candidaturas. Quando questionados sobre a possibilidade de voto, 45% afirmaram que votariam com certeza em Raquel, enquanto 18% disseram que poderiam votar nela. João aparece com 43% de voto certo e 19% que admitem votar nele.

A rejeição declarada aparece empatada em 34%.

No segundo turno testado pelo instituto, Raquel aparece com 48% contra 43% de João Campos.

O cenário, portanto, é de uma eleição ainda aberta, mas com uma governadora que chega à última semana sustentando uma posição de liderança e apresentando um índice de aprovação que se tornou um dos principais ativos de sua campanha.

A leitura política dos números exige cuidado.

João Campos conseguiu diminuir a diferença e chega aos últimos dias com crescimento em relação ao levantamento anterior. Ao mesmo tempo, Raquel não perdeu o patamar de intenção de voto e continua aparecendo à frente.

É justamente essa combinação que torna os próximos oito dias decisivos.

De um lado, o candidato do PSB tenta transformar o crescimento registrado nas pesquisas em voto efetivo.

Do outro, Raquel aposta na continuidade, na avaliação do governo e na conversão da aprovação administrativa em votos nas urnas.

E existe uma pergunta que começa a ganhar ainda mais peso nesta reta final: dos 62% que dizem aprovar a gestão Raquel Lyra, quantos transformarão essa aprovação em voto para a reeleição?

A pesquisa não responde essa pergunta.

Mas mostra que a governadora chega à semana decisiva com um patrimônio político importante: liderança na intenção de voto e maioria de aprovação da administração.

A urna, como sempre, dará a resposta definitiva.

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