Uma visita que começou como uma agenda de conhecimento acabou se transformando em uma espécie de reconhecimento público de um modelo de gestão que vem chamando atenção no Agreste Meridional. O ex-prefeito de Palmeirina e ex-presidente da CODEAM, Eudson Catão, esteve em Canhotinho para conhecer de perto a estrutura do Centro de Inovação, Tecnologia e Educação do município, equipamento que nasceu com a proposta de colocar a educação, a tecnologia e a qualificação profissional no centro das estratégias de desenvolvimento.
Eudson Catão percorreu as instalações e conheceu a estrutura que vem sendo apresentada como uma das principais apostas da administração da prefeita Sandra Paes. E saiu impressionado.
Mais do que uma obra física, o que chamou a atenção do ex-prefeito foi a concepção do projeto. Canhotinho decidiu investir pesado não apenas na construção de prédios, mas na preparação das pessoas que irão ocupar o futuro.
E talvez esteja justamente aí o diferencial.
O equipamento, conhecido durante sua implantação como SETEC – Centro Educacional de Tecnologia, foi inaugurado em abril deste ano com o nome de Centro de Inovação, Tecnologia e Educação de Canhotinho (Citec) Lourival Mendonça de Barros. O município investiu R$ 20 milhões em recursos próprios para construir e equipar a estrutura.
A proposta é ambiciosa: aproximar crianças, jovens, adultos e idosos das novas tecnologias, da inovação, da criatividade e de ferramentas capazes de abrir portas para o mercado de trabalho.
Documentos da própria administração municipal apontam que o centro foi planejado para atender os estudantes da rede municipal no contraturno, com atividades complementares envolvendo projetos tecnológicos, inovação, soluções para o mercado e ideias sustentáveis. A estrutura também foi pensada para ampliar essas oportunidades para o público em geral.
Eudson Catão enxergou nisso muito mais do que uma escola moderna. Enxergou uma estratégia de futuro.
Ao comentar a experiência, ele destacou a administração de Sandra Paes e afirmou que Canhotinho apresenta um modelo que merece ser conhecido por outros gestores municipais.
Para ele, a gestão da prefeita vem conseguindo trabalhar diversas áreas simultaneamente, com destaque para infraestrutura, saúde e, principalmente, educação.
Eudson foi direto ao avaliar que a mulher precisa estar onde quiser estar e que a experiência de Sandra Paes mostra, na prática, a capacidade de uma gestora conduzir uma administração com planejamento, obras e atenção às pessoas.
UMA GESTÃO QUE COMEÇA NA INFRAESTRUTURA, MAS NÃO TERMINA NA OBRA
Na avaliação de Eudson Catão, Canhotinho vive uma fase em que a administração pública não está limitada à entrega de obras. A infraestrutura aparece como uma das vitrines da gestão, mas existe uma preocupação em fazer com que os investimentos produzam impacto direto na vida da população.
É uma diferença importante.
Construir é uma coisa. Construir pensando no que aquele equipamento vai representar daqui a cinco, dez ou quinze anos é outra.
É justamente nessa segunda perspectiva que entra o investimento em tecnologia e formação profissional.
O Citec não foi pensado apenas como um prédio bonito ou como mais uma inauguração no calendário municipal. A ideia é transformar o espaço em ambiente permanente de aprendizado, inovação e preparação para novas profissões.
Em abril, durante a inauguração, a administração municipal apresentou o equipamento como um polo de inovação, conhecimento, inclusão digital e empreendedorismo. A cerimônia reuniu estudantes, professores, servidores, vereadores e moradores.
A cidade também realizou a primeira Semana de Inovação, Tecnologia e Educação de Canhotinho, a INOVATEC, com programação voltada à ciência, tecnologia, workshops e apresentação de projetos.
Ou seja: a tecnologia não ficou apenas dentro das paredes do centro. Começou a ocupar espaço na agenda educacional do município.
NA SAÚDE, UMA ESTRUTURA QUE TAMBÉM PASSOU POR TRANSFORMAÇÃO
Outro ponto destacado na visita foi a saúde.
A administração de Sandra Paes vem promovendo a requalificação do Hospital Municipal Antônia Alves de Melo, ampliando a estrutura física e a capacidade de atendimento.
Na primeira etapa das obras foram ampliadas a fachada, a entrada, a recepção e a sala vermelha. Também foram criados novos leitos, chegando a 36, além de dois novos consultórios, sala de triagem, sala de curativo, sala de vacina, sala de administração de medicamentos, duas salas de observação e uma nova enfermaria.
Para quem conhece a realidade dos municípios do interior, não se trata de uma mudança pequena.
Hospital não é apenas parede, equipamento e mobiliário. É atendimento, acolhimento e resolutividade.
E foi justamente essa combinação que Eudson Catão ressaltou ao observar a estrutura de Canhotinho: uma administração que, segundo sua avaliação, procura unir investimento físico com valorização do atendimento à população.
MAS É NA EDUCAÇÃO QUE ESTÁ A APOSTA MAIS OUSADA
Se existe uma área capaz de explicar o que Canhotinho pretende construir para os próximos anos, essa área é a educação.
A visão apresentada por Eudson Catão durante a visita coloca a educação como uma espécie de espinha dorsal da administração.
O cuidado começa nas creches, passa pelas escolas, pelo transporte escolar, pelos professores e chega a uma estrutura que aponta para algo ainda maior: preparar o estudante para um mundo que já não é o mesmo de duas décadas atrás.
E aqui aparece o que o ex-prefeito chamou, em tom de entusiasmo, de “joia da coroa”.
O centro tecnológico.
A aposta é fazer com que o jovem não precise sair do município para começar a ter contato com conhecimentos que podem fazer diferença em sua vida profissional.
Robótica, cultura maker, tecnologia, inovação e atividades práticas passam a fazer parte desse novo ambiente educacional. Relatos sobre a programação de inovação do município destacaram justamente espaços voltados à robótica, cultura maker e gamificação.
É uma mudança de mentalidade.
Durante muito tempo, quando se falava em educação municipal, a discussão ficava concentrada em salas de aula, merenda, transporte, professores e material escolar.
Tudo isso continua sendo essencial.
Mas o mundo mudou.
Hoje, ensinar também significa preparar crianças e jovens para inteligência artificial, programação, tecnologia, empreendedorismo, inovação, criatividade e novas formas de trabalho.
E Canhotinho parece ter entendido essa mudança.
UM EXEMPLO QUE PODE ULTRAPASSAR AS FRONTEIRAS DO MUNICÍPIO
A leitura feita por Eudson Catão depois da visita é que o modelo merece ser conhecido por outros municípios pernambucanos.
Não necessariamente para ser copiado da mesma maneira, porque cada cidade possui sua realidade, orçamento e necessidades.
Mas para servir de inspiração.
O que Canhotinho está fazendo é colocar uma pergunta importante sobre a mesa: e se os municípios começassem a tratar a qualificação profissional e a tecnologia como investimento estratégico e não apenas como complemento da educação?
A resposta pode representar uma transformação profunda.
Um município que prepara melhor seus jovens aumenta suas possibilidades de atrair empresas, estimular o empreendedorismo, gerar renda e criar oportunidades.
Por isso, o Citec pode acabar sendo maior do que a própria obra.
Pode se transformar em uma política pública permanente.
Pode ser um lugar onde uma criança tenha o primeiro contato com a tecnologia, onde um adolescente descubra uma profissão, onde um professor aprenda uma nova ferramenta e onde um adulto encontre uma possibilidade de qualificação.
É esse potencial que impressionou Eudson Catão.
SANDRA PAES E A MARCA DE UMA GESTÃO FEMININA
Ao falar da prefeita Sandra Paes, Eudson Catão fez questão de destacar também a presença feminina na política e na administração pública.
A frase de que “a mulher realmente tem que estar onde ela quiser” ganhou significado dentro da própria experiência observada em Canhotinho.
Sandra Paes foi reeleita para um segundo mandato e assumiu o compromisso de ampliar ações nas áreas de saúde, educação, infraestrutura, políticas sociais e geração de emprego e renda.
Na prática, a gestão vem tentando construir uma marca baseada em obras, serviços e projetos estruturantes.
E o que chamou a atenção de Eudson Catão é justamente a combinação dessas frentes.
Não é somente infraestrutura.
Não é somente saúde.
Não é somente educação.
É a tentativa de fazer todas essas áreas caminharem juntas.
A LIÇÃO DE CANHOTINHO
A visita de Eudson Catão termina deixando uma reflexão que interessa não apenas a Canhotinho, mas a Pernambuco.
Municípios pequenos e médios não precisam esperar que tudo venha de fora para começar a construir soluções próprias.
Canhotinho decidiu investir recursos municipais em um equipamento de tecnologia e educação que custou R$ 20 milhões e que pretende alcançar milhares de estudantes e também a população em geral.
Pode dar certo? O futuro vai responder.
Mas uma coisa já está posta: a cidade decidiu experimentar.
E, em política pública, experimentar projetos estruturantes, acompanhar resultados e corrigir caminhos costuma ser muito mais produtivo do que simplesmente repetir fórmulas antigas.
Eudson Catão foi a Canhotinho para conhecer uma experiência.
Saiu de lá defendendo que ela seja vista por outros municípios.
E talvez essa seja a principal mensagem dessa visita: quando uma prefeitura consegue transformar uma obra em oportunidade, a obra deixa de ser apenas concreto e passa a ser projeto de futuro.
Eudson finalizou dizendo, em uma frase que resume bem o que viu em Canhotinho, lembrando o ex-governador Eduardo Campos: “Esse equipamento tecnológico veio para fazer vidas nas vidas das pessoas.”
Canhotinho está apostando nisso.
E a prefeita Sandra Paes, pelo que se observa, quer deixar como marca não apenas uma cidade mais estruturada, mas uma geração mais preparada para enfrentar o que vem pela frente. É isso!
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