Em agenda em Petrolina, ex-ministro afirma que acompanha de perto as tratativas e promete empenho para retirar a tarifa que atinge um dos principais produtos da fruticultura do Sertão
Em passagem por Petrolina, o candidato a deputado federal e ex-ministro do Turismo e da Cultura, Gilson Machado, afirmou que a retirada da tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre a uva produzida no Vale do São Francisco está sendo negociada. Segundo ele, as tratativas avançaram e a documentação apresentada em defesa dos produtores sertanejos está sendo analisada pelas autoridades norte-americanas.A declaração coloca novamente no centro do debate uma pauta que tem impacto direto na economia do Sertão pernambucano. O Vale do São Francisco é um dos principais polos de produção e exportação de frutas do país, com forte presença no mercado internacional e milhares de empregos ligados à cadeia produtiva.
A atuação de Gilson Machado nessa discussão começou em julho, quando ele esteve nos Estados Unidos representando a VALEXPORT — Associação de Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco. Na ocasião, o ex-ministro levou aos norte-americanos os argumentos dos produtores da região contra os efeitos da taxação sobre a uva.
Durante a agenda internacional, Gilson se reuniu com Philip Butler, representante do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), e também com o senador estadual norte-americano Shane David Jett. Nas reuniões, foi entregue um documento detalhando a importância econômica e comercial da produção de uvas do Vale do São Francisco para os dois países.
O argumento apresentado é que a produção sertaneja não apenas movimenta a economia brasileira, mas também contribui para o abastecimento do mercado norte-americano em períodos de menor oferta doméstica. Por isso, segundo Gilson, a manutenção da competitividade da fruta interessa tanto aos produtores e trabalhadores brasileiros quanto aos importadores e consumidores dos Estados Unidos.
“A produção de uvas do Vale do São Francisco é responsável pela geração de milhares de empregos e representa uma importante fonte de renda para nossa região, além de abastecer o mercado norte-americano justamente em períodos de menor oferta local. A manutenção da competitividade desse comércio é fundamental para produtores, trabalhadores, importadores e consumidores de ambos os países”, destacou Gilson Machado durante sua atuação nos Estados Unidos.
Agora, em Petrolina, o ex-ministro voltou a falar sobre o assunto e afirmou que continua acompanhando as negociações. Gilson também citou os resultados obtidos anteriormente em relação a outros produtos da fruticultura regional.
Segundo ele, as negociações já conseguiram retirar a taxação que atingia a manga e o coco e a próxima batalha será pela uva.
“Conseguimos tirar a taxação da manga e do coco e vou conseguir tirar da uva. Estou empenhado nisso”, afirmou.
A declaração ocorre em um momento de forte atenção sobre o setor produtivo do Vale. Para os exportadores, qualquer aumento de custo provocado por tarifas pode comprometer a competitividade da fruta brasileira no mercado internacional e atingir toda uma cadeia que envolve produtores, trabalhadores rurais, empresas de beneficiamento, logística, transporte e exportação.
A aposta de Gilson é transformar a articulação política e institucional construída nos Estados Unidos em resultado concreto para os produtores pernambucanos. A retirada da tarifa, caso seja efetivada, representaria um alívio importante para uma das principais atividades econômicas do Sertão e reforçaria a posição do Vale do São Francisco como potência brasileira na produção de frutas destinadas ao mercado externo.
Nos bastidores, a pauta também dá a Gilson Machado um discurso direto junto ao setor produtivo: mostrar que sua atuação política não está restrita à campanha eleitoral, mas também busca abrir portas e defender interesses econômicos de Pernambuco fora do país. E, no caso da uva, a negociação ainda está em campo — mas o ex-ministro garante que pretende seguir pressionando até conseguir virar o jogo.
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