quarta-feira, 9 de setembro de 2026

HOSPITAL DE AMOR COMEÇA A ATENDER EM GARANHUNS E TRANSFORMA PROMESSA EM ATENDIMENTO CONCRETO

Unidade iniciou os serviços nesta terça-feira (8), com 84 pacientes atendidos no primeiro dia; Felipe Carreras e Sivaldo Albino acompanharam de perto o começo das atividades

Garanhuns começou a viver, nesta terça-feira (8), um daqueles dias que entram para a história da saúde pública do Agreste. O Hospital de Amor Dona Lindu abriu as portas para os primeiros atendimentos à população e, logo no primeiro dia de funcionamento, 84 pacientes passaram pela unidade, que chega à região com a missão de ampliar o acesso à prevenção, ao diagnóstico e, gradualmente, ao tratamento do câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O início das atividades foi acompanhado de perto pelo deputado federal Felipe Carreras e pelo prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino. Os dois estiveram na unidade, conversaram com profissionais, acompanharam o funcionamento dos serviços e também tiveram contato com pacientes que começaram a utilizar a nova estrutura.

Mais do que o número registrado no primeiro dia, os 84 atendimentos representam o início de uma mudança importante na assistência oncológica do Agreste. Durante décadas, pacientes da região precisaram enfrentar longas viagens para Recife, Caruaru e outros centros em busca de exames, diagnósticos e tratamento. A chegada do Hospital de Amor coloca Garanhuns em outro patamar dentro da rede regional de saúde.

E essa história não começou agora.

O projeto começou a ganhar forma ainda em 2024, quando Felipe Carreras e Sivaldo Albino levaram ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a reivindicação para que Garanhuns recebesse uma unidade voltada ao atendimento oncológico. O deputado estadual Cayo Albino também participou da articulação que ajudou a transformar o pleito em projeto.

A implantação avançou a partir da parceria envolvendo o Governo Federal, a Prefeitura de Garanhuns e a Fundação Pio XII, instituição responsável pelo Hospital de Amor. O município cedeu uma área de aproximadamente 25 mil metros quadrados para a implantação do equipamento no bairro Dom Hélder Câmara.

Ao longo dos últimos dois anos, o que era uma reivindicação política foi se transformando em obra, estrutura e, agora, atendimento. Em março deste ano, Felipe Carreras voltou a Garanhuns para acompanhar, ao lado de Sivaldo, Cayo Albino e outras lideranças, o andamento das obras do Hospital de Amor e do Hospital Municipal Antônio Carlos Figueira. 

A inauguração oficial do Hospital de Amor Dona Lindu ocorreu em 3 de julho de 2026, em uma solenidade que contou com a participação remota do presidente Lula. A unidade foi apresentada como um dos principais investimentos recentes na área de saúde da região e integrada ao programa federal Agora Tem Especialistas. 

A estrutura foi planejada para alcançar uma capacidade de aproximadamente 20 mil atendimentos mensais, oferecendo serviços especializados gratuitamente pelo SUS. A proposta é atuar especialmente na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer, ampliando o acesso da população a exames e procedimentos especializados. 

É justamente aí que está uma das grandes mudanças provocadas pela chegada da unidade. Na oncologia, tempo é fator decisivo. Quanto mais cedo uma doença é identificada, maiores podem ser as possibilidades de tratamento e controle. Ter uma estrutura especializada mais próxima significa diminuir deslocamentos, facilitar o acesso aos exames e tornar o caminho do paciente menos pesado.

Para Garanhuns, o impacto também ultrapassa os limites do município. A unidade foi pensada para atender pacientes de outras cidades, transformando o município em um importante polo regional de saúde. A expectativa é que moradores de diversos municípios do Agreste possam encontrar na cidade serviços que antes exigiam deslocamentos para outros centros.

O projeto também ganhou peso político ao longo de sua construção. A articulação envolvendo Lula, Sivaldo Albino, Felipe Carreras, Cayo Albino e a direção do Hospital de Amor foi sendo apresentada como uma união de esforços para trazer para o interior uma estrutura reconhecida nacionalmente pela atuação na área de oncologia.

Em janeiro deste ano, durante uma visita às instalações, o presidente do Hospital de Amor, Henrique Prata, destacou que o projeto de Garanhuns seria dinâmico e inovador. Na ocasião, a Prefeitura informou que a unidade poderia chegar a aproximadamente 20 mil atendimentos por mês. 

Agora, entretanto, o discurso começa a sair do papel e ganhar rosto. São pacientes chegando, profissionais trabalhando e famílias encontrando uma nova porta de entrada para enfrentar uma das doenças que mais assustam a população.

O primeiro dia, com 84 atendimentos, ainda está muito distante da capacidade projetada para a unidade. Mas talvez esse seja justamente o detalhe mais importante: o Hospital de Amor não precisa começar atendendo milhares de pessoas para demonstrar sua importância. O que aconteceu nesta terça-feira foi o começo de uma operação que poderá mudar a rotina de milhares de famílias pernambucanas.

NA LUPA: durante anos, Garanhuns foi apontada como cidade estratégica para receber investimentos capazes de consolidar sua condição de polo regional. O Hospital de Amor é, sem dúvida, uma dessas obras que podem mudar o mapa da saúde no interior. A diferença agora é que não se trata mais apenas de anúncio, promessa ou obra em construção. O paciente já entrou pela porta, foi atendido e o equipamento começou, de fato, a cumprir sua finalidade.

E esse talvez seja o melhor retrato do momento: o Hospital de Amor deixou de ser projeto e começou a virar serviço.

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