Segundo João, Pernambuco vive um momento de perda de protagonismo na disputa por investimentos dentro do Nordeste. Para sustentar a crítica, ele comparou o desempenho do Estado com iniciativas anunciadas ou instaladas em outras unidades da região.
O candidato citou como exemplos a chegada da montadora chinesa BYD à Bahia, os investimentos do TikTok no Ceará e a instalação de um supercomputador voltado à inteligência artificial no Rio Grande do Norte. Na avaliação dele, empreendimentos dessa dimensão poderiam ter sido disputados por Pernambuco.
João Campos também fez uma comparação com o período em que seu pai, Eduardo Campos, governou Pernambuco, entre 2007 e 2014. Ele destacou a chegada de grandes empreendimentos naquela época e questionou o fato de, segundo sua avaliação, não ter havido nenhuma grande indústria instalada no Estado durante os últimos três anos e oito meses.
“A agenda de expansão da economia, de formação de gente, de desenvolvimento da infraestrutura de Pernambuco está acanhada e está perdendo para os vizinhos. A gente não pode aceitar isso. A gente precisa fazer a nossa parte”, afirmou.
Na sabatina, o candidato apresentou uma agenda que classificou como robusta para infraestrutura, saúde e educação. A proposta, segundo ele, seria ampliar os investimentos estruturadores, qualificar a mão de obra e melhorar a capacidade de Pernambuco para receber novos empreendimentos.
João também criticou o nível de execução dos recursos de crédito disponíveis para o Estado. De acordo com ele, dos R$ 19 bilhões liberados, aproximadamente R$ 8 bilhões teriam sido efetivamente desembolsados, mas sem que isso tenha resultado na realização de grandes obras capazes de transformar a infraestrutura pernambucana.
“Dos R$ 19 bilhões liberados, temos R$ 8 bilhões desembolsados e não tem a presença de grandes obras”, declarou.
Para o socialista, Pernambuco ainda tem condições de recuperar espaço na corrida por investimentos, desde que adote uma estratégia mais agressiva de desenvolvimento econômico e infraestrutura.
“Não tenho nenhuma dúvida de que estou pronto para fazer muito mais e para botar Pernambuco no topo do Nordeste”, afirmou João Campos.
A fala na Fiepe reforça uma das principais linhas de discurso do candidato durante a campanha: apresentar-se como uma alternativa de gestão com foco em grandes obras, geração de empregos, atração de investimentos e expansão da economia pernambucana.
Do outro lado, a avaliação de João coloca mais combustível na disputa eleitoral contra Raquel Lyra, transformando a capacidade de atrair empresas e executar grandes projetos em mais um dos campos de batalha entre os dois principais nomes que disputam o Governo de Pernambuco.
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