Candidato do PL chega a 20% e encosta em Humberto Costa; apoio de Flávio Bolsonaro começa a dar musculatura à candidatura
A disputa pelas duas cadeiras de Pernambuco no Senado Federal começa a ganhar contornos cada vez mais definidos — e um nome que até pouco tempo corria por fora agora aparece no centro do jogo. Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (3) mostra o deputado federal e ex-ministro Mendonça Filho (PL) na segunda colocação, com 20% das intenções de voto.
O levantamento aponta a ex-deputada Marília Arraes (PDT) na liderança, com 29%. Logo atrás aparece Mendonça Filho, numericamente à frente do senador Humberto Costa (PT), que registra 19% e disputa a reeleição.
A diferença entre Mendonça e Humberto está dentro da margem de erro, mas o resultado chama atenção principalmente pelo movimento político do candidato do PL. Mendonça disputa o Senado de maneira avulsa, sem estar formalmente vinculado a uma chapa majoritária ao Governo de Pernambuco.
Mesmo sem uma estrutura de chapa, o ex-ministro vem conseguindo construir um espaço próprio na corrida. Um dos principais fatores dessa movimentação é o apoio declarado do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que tem atuado para fortalecer o nome de Mendonça no estado.
O resultado também coloca uma situação curiosa na disputa: Mendonça aparece à frente de Humberto Costa, embora o petista esteja integrado à mesma chapa de Marília Arraes. Na prática, a pesquisa mostra que a eleição para o Senado poderá ser uma disputa tão intensa quanto a corrida pelo Palácio do Campo das Princesas.
OS NÚMEROS
De acordo com o levantamento, Marília Arraes aparece com 29%, seguida por Mendonça Filho, com 20%, e Humberto Costa, com 19%.
Na sequência estão Eduardo da Fonte (PP), com 13%, e Túlio Gadêlha (PSD), com 12%.
Carlos Sant’Anna (Novo) e Paulo Rubem Santiago (Rede) aparecem com 1% cada. Os demais candidatos registraram 0%. Brancos e nulos somam 3%, enquanto 2% não souberam ou não responderam.
MENDONÇA NO JOGO
O desempenho de Mendonça Filho merece atenção porque sua candidatura não parte de uma posição confortável dentro de uma chapa majoritária. O candidato do PL não conta formalmente com o apoio dos postulantes ao Governo de Pernambuco e, ainda assim, aparece numericamente na segunda colocação.
Além do apoio de Flávio Bolsonaro, Mendonça mantém proximidade política com a governadora Raquel Lyra (PSD), outro ingrediente que pode pesar no decorrer da campanha.
A pesquisa indica, portanto, que a disputa pelas duas vagas ao Senado está longe de estar resolvida. Marília mantém uma liderança importante, mas a briga pela segunda cadeira está completamente aberta.
E é justamente aí que Mendonça Filho começa a incomodar.
Se conseguir transformar os 20% em uma tendência de crescimento, o ex-ministro pode deixar de ser apenas um candidato competitivo para se tornar um dos nomes mais difíceis de serem retirados da disputa.
A eleição para o Senado, que costuma correr em segundo plano durante as campanhas estaduais, já começa a ganhar vida própria em Pernambuco. E, neste momento, Mendonça Filho parece ter encontrado o caminho para entrar de vez na briga.
Nenhum comentário:
Postar um comentário